Em julgamento com mais de cinco horas de duração e marcado por forte discussão entre o advogado e vice-presidente de futebol do Clube do Remo, Hamilton Gualberto e o auditor Francisco Antunes Maciel Mussnich, o meia Magnum, ao invés da absolvição, teve sua pena aumentada pelo júri do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) de seis para oito jogos de suspensão. Portanto, o meia está fora da grande final do Campeonato Paraense 2012, no próximo domingo, pois ainda terá que cumprir mais quatro jogos de punição. Desde a manhã de ontem, o técnico Flávio Lopes treina com Betinho no lugar de Magnum.
A CHANCE DE BETINHO
De principal revelação das categorias de base no início do ano a sinônimo de desapontamento. O jovem Betinho de 20 anos, criado na base do Clube do Remo desde os 17, não vive um bom momento no Filho da Glória e do Triunfo desde o dia 29 de março. Nesse dia, Betinho foi altamente vaiado pela torcida azulina, no empate em 2 a 2 com a Tuna Luso, na sexta rodada do Parazão. Desde então, o jogador não apresentou o mesmo futebol que o credenciava como revelação. Ficou de fora dos cincos jogos restantes do Leão no segundo turno, incluindo, as duas decisões e o primeiro jogo da final da Taça Açaí. O motivo foi o abalo emocional. O meia sentiu a cobrança da torcida por um melhor futebol. Perdeu espaço para Magnum.
Agora, com a punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), a cria azulina tem nova chance de provar o seu valor. E justamente no jogo mais importante do ano. “A final é o jogo que todo mundo quer jogar. Queria ter entrado logo, mas o professor (Flávio Lopes) optou por me colocar só no segundo tempo. Quero ajudar”, disse Betinho ao final do treino, que teve atenção especial do técnico Flávio Lopes.
O treinador reservou o final do tático para ensaiar cobranças de falta alçadas na área batidas pelo garoto. “Vamos Betinho, você sabe, mas parece que está faltando concentração. Aqui é lugar de errar, mas se concentra que você acerta”, ensinava Flávio ao jogador.O professor, por sinal, foi quem serviu de psicólogo de Betinho no momento difícil pelo qual ele passou. Lopes confia nele.
“Conversei muito com ele, é um bom menino. Nós vamos precisar desse atleta”, destaca. Se entrar no domingo, Betinho garante que o que passou, passou. “Foi jogo passado, fiquei triste, mas passou. Venho me preparando. Ainda não está indefinido. Se ele optar por mim, pode esperar boas jogadas”, promete.
(Diário do Pará)
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