Amanhã, a partir das 17 horas, o destino do Clube do Remo será definido em 90 minutos. Vestindo a camisa azulina, 18 jogadores lutarão para que o final dessa história, iniciada em agosto do ano passado, seja feliz. Naquele momento, vários jogadores das categorias de base supriram a necessidade. Formaram uma equipe para passar seis meses jogando contra times amadores do interior do estado. Dessa época, muitos estão até hoje. Por mais que as circunstâncias da semana obriguem o técnico Flávio Lopes a escalar apenas um jogador da base, o meia Betinho será representante da “classe” na grande final.
Mas, ao longo dos cinco meses de disputa do certame, eles se fizeram presente. Os mais experientes do grupo se rendem ao talento dos novos jogadores. “Nos últimos anos, o Remo foi um dos poucos times que colocou vários jogadores da base para jogar. Podemos listar, no mínimo, seis ou cinco, que tiveram participação direta na conquista do segundo turno. Todos com talento”, garante o atacante Marciano, veterano que veste a camisa azul marinho pela segunda vez, onde já foi considerado ídolo, no ano de 2010 por seus gols.
Jhonnathan, Betinho, Reis, Jayme, Thiago Cametá e Igor João são os nomes que Marciano se refere. Algum deles assistiram Marciano naquele ano e, outros, ainda estavam nas arquibancadas quando Diego Barros, Adriano e companhia levantavam o último troféu que foi para o Baenão em 2008. Até dizem que o futebol é um esporte de controle de massas. Cada um tem o seu ponto de vista. Mas, o futebol está mais para o comunismo do que capitalismo, mais Marx e menos Adam Smith. No domingo, milhares de torcedores, de diferentes classes sociais, estarão unidos em uma só cor. E, quem sabe, de futuros atletas que poderão entrar na próxima história do clube.
“Quando um time com muito jogadores da base, que conhecem bem o clube, o ambiente, as acomodações, os torcedores tendem a criar uma identificação e ficar na memória dos torcedores. Sem dúvida, o torcedor vai ter uma lembrança muito maior desse título e a participação desses jovens”, destaca o veterano Marciano. (Diário do Pará)
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