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ESPORTE PARÁ

Apesar da vantagem, Cametá evita ansiedade

Com os olhares voltados para a final do Parazão, é natural que bata aquele nervosismo em grande parte dos jogadores. A função de atuar como protagonistas de um espetáculo que já faz parte da vida de milhares de pessoas, é digna de qualquer grande evento,

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Com os olhares voltados para a final do Parazão, é natural que bata aquele nervosismo em grande parte dos jogadores. A função de atuar como protagonistas de um espetáculo que já faz parte da vida de milhares de pessoas, é digna de qualquer grande evento, seja ele qual for. No decorrer da última semana, os atletas do Cametá foram constantemente perguntados se estariam nervosos para o jogo mais importante do ano, mas, como os grandes artistas, o profissionalismo fala mais alto do que a emoção.

Quando algum jogador é perguntando sobre a expectativa de encarar uma final de campeonato, parece que a resposta foi ensaiada. Entretanto, uma das missões que o técnico Sinomar Naves, além da comissão técnica tiveram, foi de orientar cada jogador para evitar o descontrole emocional na hora do “vamos ver” e o time não sofra com desempenho abaixo do esperado. “O pensamento é positivo, sempre trabalhando”, garante Soares.

“Acho que a torcida faz diferença, mas nosso time é experiente. Sabemos também que o Remo não conseguiu seu objetivo na primeira partida e a torcida pode jogar contra. Assim com certeza a gente chama a torcida pro nosso lado e o time do Remo vai ficar mais nervoso se não conseguir a sua meta”, rebate Soares, acreditando que, caso o Remo não jogue bem, a torcida poderá sair até em favor dos cametaenses.

Quando a responsabilidade não é jogada para o adversário, alguns jogadores preferem adotar o discurso de que o pior já passou, e com a vantagem pesando, é preciso segurar a emoção nos próximos 90 minutos. “O primeiro jogo já passou, assim como a ansiedade”, explica o zagueiro Halison. “Agora é manter os pés no chão, para quando chegar a hora do jogo mais importante a gente possa fazer de tudo dentro das quatro linhas”, continuou o defensor. (Diário do Pará)

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