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ESPORTE PARÁ

Torcida remista acreditou até o fim na vitória

No início da tarde de domingo (13), parecia que todos os caminhos da cidade levavam a um único lugar. A tranquilidade dos bairros centrais, porém, passava uma falsa sensação de calmaria. Mas, ao percorrer as principias vias de acesso, era nítido que todos

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No início da tarde de domingo (13), parecia que todos os caminhos da cidade levavam a um único lugar. A tranquilidade dos bairros centrais, porém, passava uma falsa sensação de calmaria. Mas, ao percorrer as principias vias de acesso, era nítido que todos buscavam o mesmo lugar: o Estádio Olímpico Jornalista Edgar Proença, o Mangueirão.

A cada parada de ônibus da Avenida Almirante Barroso e Augusto Montenegro, pelo menos um grupo de torcedores vestia a camisa do Clube do Remo. Além disso, coletivos completamente lotados de torcedores se dirigiam ao Colosso do Benguí.

Contudo, por mais que o otimismo fosse grande, no fundo, existia um ar de nervosismo em cada azulino que estava nas arquibancadas. Só foi o primeiro tempo iniciar para toda essa tensão transparecer. Muitas vezes, até o silêncio, em um estádio praticamente lotado, predominava de tal forma que até o apito do juiz ecoava. O primeiro tempo, sem nenhuma emoção, contribuiu. Os incentivos só ocorreram quando Leão fazia por merecer. Caso contrário, vinham as cobranças. O lateral direito, Cássio, foi a maior vítima.Ganhou vaias. Mas, depois de 45 minutos chatos, todo o time desceu para os vestiários sob os gritos de protesto dos torcedores. Sinal que o segundo tempo não seria fácil.

Mas, chegou a etapa final e, aos quatro minutos, veio o falso alívio. Juan Sosa inaugurou o placar. O Mangueirão “explodiu” de felicidade. Imediatamente, o apoio voltou a aparecer aos gritos de: “É lindo o meu Leão, contagiando e sacudindo a cidade”. O segundo gol, aos 26 minutos, de Fábio Oliveira, parecia ser o que faltava para a festa realmente acontecer na cidade. Mas, aí, veio o inacreditável, uma verdadeira ducha de água fria: o Remo perdia o título do Paraense 2012 em quatro minutos. E justamente os minutos finais. No gol de Soares, aos 44, grande parte dos torcedores começava a deixar o estádio. Era o gol do título, o fim do jogo, o fim da festa.

(Diário do Pará)

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