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ESPORTE PARÁ

Azulinos ainda tentam vaga na série D

Passado praticamente um ano, a história é novamente contada pelos diretores do Clube do Remo. Após jogadores deixarem a vaga para a Série D do Brasileiro escapar com a perda do título paraense de 2012, na noite de segunda-feira (15) a diretoria azulina se

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Passado praticamente um ano, a história é novamente contada pelos diretores do Clube do Remo. Após jogadores deixarem a vaga para a Série D do Brasileiro escapar com a perda do título paraense de 2012, na noite de segunda-feira (15) a diretoria azulina se reuniu no Baenão. Todos ainda têm esperanças de disputar o brasileiro. Ano passado, quando o time também foi eliminado da competição, o discurso era o mesmo.

Em 2011, os azulinos se apoiavam em três hipóteses: a primeira dizia que Edilson Belém, jogador do Independente – time que eliminou o Leão na semifinal -, estaria irregular; a segunda questionava quem teria o direito entre os clubes paraenses de seguir à Série D, pois, mesmo de fora da final, o Remo liderava o campeonato na classificação geral; a terceira e única palpável era torcer por uma desistência de uma agremiação filiada a Federação de Futebol de Piauí. Como se viu, nenhuma das três tentativas funcionou e o Filho da Glória e do Triunfo teve que se conformar em disputar amistosos pelo interior do Pará ao longo do segundo semestre.

Este ano, o filme se repete, mas com vilões mais fortes. Ironicamente, o principal deles é o custeio das despesas dos clubes na quarta divisão pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Antes desse anúncio, inclusive, a vaga paraense era do Leão. O fato foi revelado ontem pelos presidentes do Mais Querido, Sérgio Cabeça, e Orlando Peixoto, do Cametá. Segundo os dois, um acordo verbal foi estabelecido para que, em troca da vaga, o Mapará recebesse metade da arrecadação das duas decisões para quitar salários atrasados. “Houve essa conversa, mas isso foi antes de a CBF bancar a série D. Agora, estou pensando primeiramente em comemorar o título. Quando voltar para Cametá, vou reunir com os diretores e avaliar, mas conquistamos a vaga em campo”, relatou Peixoto.

Os cartolas azulinos, por sua vez, pretendem não fazer sua parte. “O Sérgio Cabeça informou que pode não repassar a renda do segundo jogo em virtude disso”, confessou o vice-presidente Paulo Mota. Quanto à vaga na série D, resta novamente “secar” uma desistência de Cametá ou outra agremiação do Norte do país e até rezar pela criação de uma nova vaga pela CBF, essa última muito pouco provável, pois a tabela do torneio está montada.

Há males que podem até vir para o bem. Às vezes, funciona. Outras vezes, contudo, não passam de ilusão. Qual das duas alternativas estará destinada aos milhares de torcedores do Remo este ano? Só os próximos dias dirão.

(Diário do Pará)

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