Mesmo com a confusão da noite, o alívio aos diretores do Leão ainda falava mais alto. “Foi a melhor notícia possível do dia. Estamos mais aliviados”, resumiu Paulo Mota, vice-presidente do Remo. Hamilton Gualberto, vice-presidente do departamento de futebol, ressaltou que a desistência do Cametá era apenas “o cumprimento de um acordo já ajustado”. “Estamos trabalhando nisso o dia inteiro. Foi o cumprimento de pacto. O Remo não daria a renda de um jogo sem uma contrapartida”, revelou Gualberto, referindo-se ao acordo verbal feito entre as presidências de Leão e Mapará, antes das duas finais, que dizia que os jogos seriam no Mangueirão, com renda dividida e a vaga na quarta divisão seria repassada ao Remo.
Aliás, o encontro entre os presidentes, por sinal, foi o principal responsável por toda essa confusão. A diretoria azulina até cogitou o não repasse da verba do segundo jogo aos cametaenses. “Com certeza, cumpriremos com nosso papel e o dinheiro já foi repassado”, assegura Paulo Mota.
E, como diria Roberto Carlos, “daqui pra frente, tudo vai ser diferente”. É o que prometem os mandatários do Remo se a nova confirmação acontecer. “Fizemos o possível no Paraense. Mas, agora, não podemos mais errar, essa vaga foi uma chance que Deus nos deu”, relatou Mota. Segundo ele, a providência imediata tomada foi o contato com o técnico Flávio Lopes para que retorne a Belém o quanto antes. Ele foi visitar a família em Campo Grande. “Desde os jogos das finais do segundo turno, o presidente Sérgio Cabeça já havia conversado com ele sobre a Série D e ele (Flávio) deu sinal de positivo”, confessa Gualberto.
(Diário do Pará)
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