Não bastasse a confusão que tomou as ruas de Cametá, a população cercando o quartel da Polícia Militar na tentativa de agredir o presidente deposto, Orlando Peixoto, e a posse inesperada do vice, Paulo Otávio Amorim, a torcida do Mapará ainda vive a incerteza se vai ou não disputar a Série D.
Muitos torcedores não sabem exatamente o que aconteceu. Alguns demonstram raiva por causa da atitude tomada por Peixoto em não participar da competição nacional. “Como pode o Cametá ganhar o título paraense, a vaga, e não disputar o Campeonato Brasileiro?”, questionou uma torcedora, ainda antes da onda de protestos.
No decorrer da noite, com a posse do novo presidente já sacramentada, os ânimos foram se acalmando e, novamente, a torcida do Mapará mostrou confiança na retomada da vaga que lhe era de direito. “Parabéns ao povo cametaense, que na raça vai disputar o Brasileiro”, disse Marcelo Mello.
Resta saber como a discussão será resolvida. Por enquanto, o Remo é o maior favorito, devido o documento já ter sido encaminhado à CBF, e em todas as vias, estar datado no dia 15 (ontem), inclusive como atesta o carimbo do cartório em que foi autenticado. Além disso, a CBF já teria incluído o Remo no calendário oficial, que começa no próximo dia 27 de maio.
Sendo assim, mudar novamente quem entra ou quem sai pode causar mal estar entre CBF e FPF. Caso não mude, o Cametá promete brigar judicialmente para reaver a vaga. Enquanto isso, a torcida terá de aguardar os próximos capítulos. “A torcida fica aqui sem saber o que fazer, isso é uma vergonha”, declarava o torcedor Cláudio Pereira.
(Diário do Pará)
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