Às 15h de terça-feira (15) a polêmica desistência do Cametá se confirmou via Twitter, no perfil de Iva Lima, funcionária do departamento financeiro da Federação Paraense de Futebol e servidora de confiança do presidente Coronel Nunes. “Cametá Sport Club deu entrada, no protocolo da FPF, no ofício de desistência da Série “D” 2012, por dificuldades financeiras”, postou.
Foi o suficiente para as redes sociais entrarem em ebulição comentando a situação. “A vaga é nossa”, escreveu o perfil @sigaremo, pelo Twitter. Pouco tempo depois, torcedores do Paysandu começaram a provocar os rivais insinuando que algo assim nunca acontecera com os bicolores. “Entendo a alegria do torcedor do @sigaRemo ao herdar a vaga na série D. Agora só não rola dizer que se orgulha pela forma como aconteceu”, postou o jornalista e torcedor bicolor Pedro Loureiro em seu perfil.
Entretanto, o Twitter @espaçoaberto saiu em defesa dos azulinos. “Sabem essa história de que o Remo entrou agora pela “janela” na Série D? Leiam essa carta com atenção. E calma, claro”, anexando uma carta destinada ao presidente da CBF Ricardo Teixeira pedindo a inclusão do Paysandu Sport Club no Módulo Amarelo (Série B) da Copa João Havelange de 2000.
Porém, foi o depoimento do jornalista Pedro Paulo Blanco, pela sua página no Facebook, que resumiu todo esse alvoroço regrado pela desistência do Cametá, campeão Paraense, do Brasileiro da ultima divisão. “Só no Pará, onde o individualismo é tão intenso, que duas torcidas tão maravilhosas preferem se digladiar na lama a unirem forças para chegar ao topo. Essas discussões no ‘FB’ beiram a insanidade. Sobretudo as que ladeiam ofensas”, opinou.
Mas, se na capital do Estado, a confusão ficou apenas no campo virtual, em Cametá a situação foi diferente. Assim que a delegação cametaense chegou ao município para desfilar em carro aberto com o troféu de campeão paraense, a população local não reagiu bem à documentação assinada pelo presidente do clube Orlando Peixoto, que precisou ser escoltado à uma delegacia para garantir sua segurança. “Muita confusão na festa do Cametá. Tentaram agredir o presidente Orlando Peixoto, que está no quartel da PM na cidade sob proteção da polícia”, relatava o jornalista Plácido Ramos, também pelo miniblog Twitter.
(Diário do Pará)
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