Passada a euforia da festa, chegou o momento de correr contra o tempo. O Cametá precisa andar depressa caso queira disputar a Série D, mas existem alguns fatores que podem pesar na decisão e, muito mais no bolso do Mapará. Se for o representante paraense, terá que mandar os seus jogos fora de casa, por causa do embargo do Ministério Público e da Polícia Militar ao estádio Parque do Bacurau, que proibiu a realização de jogos enquanto um plano de adequação não for apresentado junto a Federação; além de bancar uma folha salarial de cerca de 150 mil, um valor alto demais se comparado com a arrecadação mensal no Campeonato Paraense, orçada em no máximo 20 mil reais.
Comenta-se nos bastidores que o Cametá acena com a possibilidade de entrar na Justiça Comum caso não consiga através das formalidades legais. Essa decisão poderá colocar em risco a relação do clube com a CBF, entidade máxima do futebol nacional. O direito de reivindicar a vaga ainda existe, mas esbarra no entendimento que a Federação Paraense tem sobre a entrega de cargo do ex-presidente, Orlando Peixoto. “A Federação não recebeu nenhum documento sobre a renúncia do presidente do Cametá, e tem que protocolar na federação para ver se é legal”, afirmou Antônio Carlos Nunes, mandatário da FPF. Até o final da edição, o novo presidente do Cametá Paulo Amorim, não foi localizado para comentar o resultado da visita.
(Diário do Pará)
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