O empresário Pedro Minowa não é mais diretor de futebol do Clube do Remo. Minowa se afastou do cargo na noite de quarta-feira (17), por volta das 23 horas, após uma reunião da diretoria no Baenão. O principal motivo de sua saída é discordar sobre como as contratações estão sendo conduzidas na Toca do Leão. Minowa, assim como todo o departamento de futebol, deseja maior participação nas contratações para a série D.
“Ele estava muito aborrecido. Disse que quem fosse amigo dele, era melhor não pedir para ele ficar, porque ia passar a ser inimigo”, descreveu Paulo Mota, vice-presidente do Remo, que estava presente no momento em que o conselheiro fez o pedido de renúncia. Apesar de Minowa ter se mostrado irredutível, Mota garante que ao lado do presidente Sérgio Cabeça, tentou contornar a situação do, agora, ex-diretor.
“O Minowa estava decidido. Mas, hoje (ontem), com a cabeça mais fria, vamos conversar com ele. O certo é que não temos outra pessoa para substituir o Pedro”, afirmou o vice-presidente.
A saída do empresário revela um problema interno que se estende desde o ano passado: alguns dirigentes não se entendem uns com os outros. “Essas questões das contratações não o estavam agradando e nós precisamos arrumar isso”, admitiu Mota. Os outros membros do departamento de futebol, Hamilton Gualberto e Albany Pontes, apoiam o companheiro.
“É preciso saber se a relação de contratação é compatível com nosso teto salarial e nosso conhecimento do futebol local. É preciso entrar em um consenso ou ficar apenas com o presidente. Nós queremos participar de todo processo de contratação. Por exemplo, o treinador queria o Ratinho (meia) e o Perema (zagueiro). Acho que esses jogadores não possuem perfil para participar da série D vestindo a camisa do Remo”, relatou Hamilton Gualberto. A reportagem tentou contato com Pedro Minowa, porém não obteve sucesso nas ligações.
(Diário do Pará)
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