O advogado do Paysandu, Osvaldo Sestário, chegou a apresentar um relatório onde o torcedor suspeito de arremessar objetos ao campo estaria identificado, mas por não atender os padrões de um boletim de ocorrência, o documento foi motivo de debate entre os auditores.
Sestário admitiu que a torcida paraense vem causando problemas, principalmente em relação ao arremesso de objetos, mas defendeu as medidas tomadas pelos clubes em sua argumentação: "a súmula diz que o fato aconteceu após o término da partida. A Polícia Militar já faz uma proteção aos árbitros aos finais dos jogos, é algo comum, fazendo a prevenção. O próprio árbitro coloca na súmula que houve o problema e que a polícia se fazia presente. Sendo assim, a defesa entende que o Paysandu deva ser absolvido, já que tomou as medidas cabíveis de prevenção", destacou o advogado.
O relator do caso, Felipe Bevilacqua, votou pela punição do Paysandu com uma multa de R$ 2,4 mil, denunciando o clube no artigo 213, inciso III do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), retirando a denúncia do parágrafo primeiro do artigo, que poderia resultar em perda de mando de campo.
Acompanhando integralmente o voto do relator, o auditor Ricardo Graiche foi o segundo a votar, também optando apenas pela multa. O auditor Diego Mendes concordou com a multa, mas manteve a denúncia no parágrafo primeiro do artigo, defendendo a perda de um mando de campo para o Paysandu.
O presidente Henrique Domenici deicidiu acompanhar o voto do relator, confirmando a multa de R$ 2,4 mil para o clube e retirando a denúncia do parágrafo primeiro. A decisão mantém o mando de campo do Papão, que estreia no próximo domingo (27), às 16h, no Mangueirão contra o Luverdense.
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