Após uma diferença de 37 votos, foi mantida a fórmula atual do Campeonato Paraense para o ano de 2013. Assim, oito equipes, dois turnos de sete rodadas e jogos de ida e volta nas semifinais, além de 14 equipes na fase preliminar (segundinha e primeira fase) disputando duas vagas para a elite principal. 57 votaram contra a mudança e 20 a favor. O Cametá, atual campeão paraense, era o clube com maior número de direito a votos.
Existia a expectativa do número de agremiações passar para 10 no próximo ano. Contudo, após o fim da votação do conselho técnico, Independente e São Raimundo, equipes rebaixadas no certame 2012, terão mesmo que passar pela primeira fase do certame, se assim quiserem retornar ao grupo principal do futebol paraense. A verba do Governo do Estado foi um dos fatores fundamentais para os cartolas não arriscarem uma mudança.
A decisão frustrou os planos de Deley Santos, presidente do Independente. Ele contava com o aumento de clubes para focar os trabalhos do Galo Elétrico nas categorias de base. Agora, da mesma forma que o Pantera, terá que voltar as atividades em outubro, mês em que a primeira fase do Parazão inicia.
ESTÁDIOS COM 15 MIL
A única novidade da reunião do Conselho técnico foi à reformulação de um artigo do regulamento do campeonato: a partir do ano que vem, a capacidade mínima de público em uma semifinal, envolvendo as torcidas de Clube do Remo e/ou Paysandu, será de 15 mil pessoas.
O antigo artigo tinha taxa mínima de 5 mil. De acordo com Paulo Romano, diretor técnico da Federação Paraense de Futebol (FPF), a medida visa exclusivamente melhorar a infraestrutura dos estádios paraenses e o tratamento do torcedor. “Como advento do Estatuo do torcendo, já tivemos uma melhoraria significativa”, afirmou Romano, seguindo. “Trocando em miúdos, isso quer dizer que o nosso torcedor, o grande centro do nosso campeonato, seja tratado como cliente, não como uma apaixonado que, custe o que custar estará lá, faça chuva, sol, passe por aperto ou não, ele vai está lá”, resumiu.
(Diário do Pará)
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