No treino técnico e tático realizado na manhã de ontem, no estádio Mangueirão, o técnico Roberval Davino surpreendeu a todos e montou o time titular com algumas mudanças. Ele também aproveitou o treinamento para corrigir o posicionamento dos alas e zagueiros no novo esquema adotado, 3-6-1. Duas mudanças importantes aconteceram na equipe que vinha treinando durante a semana inteira.
A substituição do volante Billy por Ricardo Capanema, jogador que vem sendo bastante elogiado pela comissão técnica ao término dos treinamentos, foi a primeira mudança. A saída de Thiago Potiguar do ataque foi a segunda. O atleta havia se posicionado de forma contrária ao técnico querendo jogar na sua posição de origem, no meio; para a entrada do ala Régis, remanejando Leandrinho para o meio campo.
Jogando no meio campo, Leandrinho sente-se mais confortável para trabalhar, por isso quer aproveitar a oportunidade dada para mostrar a Roberval que tem condições de brigar uma das vagas no meio-campo. “Eu prefiro jogar na minha (posição). Eu vinha jogando o Campeonato Paraense no meio. E agora ele me colocou na lateral esquerda, optou por mim, até porque joguei de lateral. Mas conversei com ele. É importante estar ajudando o grupo, ajudando o Paysandu, mas é claro que não sou lateral esquerdo”, ressalta o jogador.
Com seis jogadores no meio campo, Alex William e Leandrinho foram imbuídos com a missão de se aproximarem ao isolado atacante bicolor Kiros, quando a equipe estiver com a posse de bola.
Para Leandrinho, a dupla conseguiu cumprir a orientação de Davino, mas com certa ‘afobação’. “A gente estava tendo pressa demais para se desfazer da bola. Temos que ter mais calma, paciência e posse de bola para surpreender a defesa adversária”, explica.
Thiago Costa se agarra em oportunidade
O Paysandu vai para a sua sexta tentativa consecutiva de sair da Série C do Campeonato Brasileiro. Nos últimos três anos, o time bateu na trave, chegando ao jogo decisivo e sendo eliminado. Após todos os fracassos, surgiram tentativas de explicar o que acontecera e a conclusão foi a falta de comprometimento de alguns jogadores dentro de campo, além de problemas com salários atrasados.
Para 2012, a diretoria bicolor tenta trabalhar com uma folha salarial (jogadores, comissão técnica e funcionários) de R$300 mil, valor possível de ser pago com as arrecadações de patrocinadores e renda dos jogos. Outra determinação foi a promoção de vários atletas da base para o profissional, como os zagueiros Thiago Costa e Pablo, o lateral Yago Pikachu, o volante Neto e o atacante Bartola.
Com força de vontade, esses garotos conquistaram o seu espaço e agora estão prestes a estrear, com a camisa bicolor, no Campeonato Brasileiro. Nesse momento importante da carreira, Thiago Costa relembra como foi a espera pela primeira oportunidade. “No início do ano, eu concentrei para o jogo contra o Cametá, na primeira rodada, mas não fui para o jogo. Aí eu falei para o Pikachu que, se me derem uma chance, eu vou fazer de tudo para não perder e permanecer como titular”, conta.
Titular, Thiago não se acomoda. “Penso em mim e na minha família para eu dar o máximo em campo”, afirma. (Diário do Pará)
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