Com 18 anos completados em 2012, o zagueiro Thiago Costa não poderia imaginar que sua carreira no futebol pudesse iniciar da forma que foi, já que o atleta ainda estava na categoria do Sub-17, faltando ainda a Sub-20 para chegar ao profissional do Paysandu de forma natural.
“Sou meio rápido mesmo, mas a gente sempre vinha sonhando com isso e graças a Deus que a oportunidade veio e eu aproveitei”, agradece.
Com 1,84m, Thiago não é um dos zagueiros mais alto do futebol paraense, mas o jogador compensa com velocidade e um bom salto, ganhando disputas de atacantes mais altos que ele. E quem voltar uns sete anos na vida do garoto, que cresceu no bairro do Bengui, encontrará a formula que faz o camisa 4 do Papão ser umas das joias bicolores na atual temporada.
Thiago Costa, antes de entrar na escolinha do clube, tinha o salto em altura como o esporte predileto. “Eu sempre gostei de esporte. Então, eu pratiquei atletismo por três anos, disputei os Jogos Olímpicos Escolares em Poços de Caldas (MG), conquistando o terceiro lugar, além de ter participado do Norte-Nordeste da modalidade”, conta. “Fiz a marca de 1,75m, muito boa para a minha categoria”, completa.
Porém, como todo garoto brasileiro, a paixão ao futebol foi crescendo e acabou superando a vontade de entrar para o atletismo. Aos 14 anos, ele bateu na porta da Curuzu para entrar no Sub-15. “Mas eu sempre gostei do futebol, sempre jogava bola, então a pareceu a oportunidade no Paysandu e eu troquei”, diz o zagueiro que faz questão de dizer que não perdeu o gosto pelo esporte olímpico. “Mas eu sempre acompanho quando tem GP de Atletismo e ano que vem acompanharei os Jogos Olímpicos Escolares, que será aqui no Pará”.
Para o fisiologista bicolor José Carlos Amaral, as principais características que os esportes atléticos proporcionaram para Thiago Costa – resistência coordenação e equilíbrio – contribuem para que o atleta consiga desempenhar a função de zagueiro de forma plena. “Então, os benefícios do atletismo no inicio da carreira do Thiago são relacionados aos aspectos neuro-motores, a capacidade de equilíbrio e coordenação, que é muito mais refinada dentro do atletismo como desporto e isso favoreceu para que ele, dentro de campo, tivesse uma postura de corrida mais adequada, coordenação fina de movimentos”, explica Zé Carlos. (Diário do Pará)
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