Ao que tudo indica, quatro dos novos jogadores do Remo poderão entrar em campo já nesta semana, quando o clube tem dois compromissos perante ao Izabelense (quarta-feira) e o Paysandu (domingo). O técnico Flávio Lopes já conta com todos os reforços pedidos para a disputa da Série D. Agora, ele trabalha junto à comissão técnica para colocar o elenco em condições de jogo, devido alguns estarem fora de forma e outros em recuperação.
Os últimos contratados que chegaram no Baenão, como é o caso de Marcus Pinguim, já estão à disposição do treinador para quarta-feira, entretanto, o técnico deverá repetir a base utilizada nos últimos coletivos. Ávalos, Dida e Paulinho são cotados para fazer suas respectivas estreias em um dos dois amistosos. É a oportunidade para que o técnico observe quem poderá formar o time titular.
A situação do atacante Adriano Magrão, que estava no Paysandu, já foi acertada pelos diretores. Como estava treinando entre os jogadores do bicola, Magrão garantiu que não terá problemas para alcançar a condição física desejada pelo técnico, porém, na partida contra o Izabelense ainda deverá ficar na reserva. Cassiano ou Marcelo Maciel devem atuar ao lado de Fábio Oliveira.
O zagueiro Santiago, que está entre as novidades, prefere não garantir presença no Re-Pa. “É jogo muito importante, preciso estar 500% pra jogar um Re-Pa. Já joguei Vasco e Flamengo e sei o peso da responsabilidade, mas caso não entre sábado, eu espero logo mais estar em condições pra ajudar o Remo”, garante.
MAGRÃO
Com 16 jogos e apenas dois gols vestindo a camisa do Paysandu, o atacante Adriano Magrão não conseguiu corresponder a fama de artilheiro. Assim, acabou liberado e negociado com o rival Remo.
Com os familiares em Goiânia (GO), Adriano Magrão está recarregando as energias para a nova empreitada no clube azulino. Mas antes de ir para o Baenão, o atacante reconhece que não vive boa fase, mas espera que no Remo as coisas caminhem de forma diferente. “Estou ciente do que eu deixei de fazer no Paysandu. Eu fui contratado para fazer gols só que não consegui. A bola não estava entrando. Eu espero que no Remo eu possa corresponder o esperado e marcar os gols”, declara.
Magrão não tem ressentimento nenhum com o clube, muito pelo contrário. “Eu fui muito bem tratado pelos diretores, pelos companheiros e pelo técnico. Não tenho nada para reclamar”, diz. “A minha saída aconteceu porque o diretor Alex Lima me chamou em particular e falou que o professor Davino não contaria comigo para a Série C, então entramos em um acordo. Estou retornando à Belém na quarta-feira, quando vou à Curuzu para acertar os últimos detalhes da minha saída, pegar as minhas coisas e me apresentar no Remo”, completa.
Após a vitória sobre o Time Negra, o técnico do Paysandu, Roberval Davino, lamentou a saída de Adriano Magrão. “O Magrão é um negócio bem típico de um grande profissional que as vezes não encaixa num lugar. Então, ele estava com essa situação, estava em nossos planos, trabalhando e com a expectativa de ser útil”, conta. “E eu vou atrás de outro”, afirma Davino.
(Diário do Pará)
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