Quando o confronto com o Paysandu ainda era um boato, o técnico do Remo, Flávio Lopes, sempre afirmou que, se dependesse dele, o jogo não ocorreria. Mas, serviu a máxima: manda quem pode e obedece quem tem juízo. As diretorias do clube acertaram e o duelo foi marcado. Porém, a iniciativa de manter o futebol paraense ativo pode trazer malefícios para o Leão Azul, de acordo com Lopes.
Em entrevistas durante treino coletivo no mangueirão, Lopes disse estar preocupado com o preparo físico dos jogadores. “Eu tô vendo um desgaste muito grande dos atletas, eu tô vendo eles interessados em colocar em prática o que nós estamos treinando, pra evitar esse desgaste, então a minha preocupação é nesse sentido. Estamos numa preparação para uma competição, vamos encarar um jogo muito importante no domingo, é nítido o cansaço. Esse jogo mexe com o Estado, mas não era esperado, não jogamos clássico na preparação, todas as equipes estão na mesma situação. Agora, já que foi marcado vamos jogar”, declarou o técnico.
Sobre o nível técnico para disputar a partida, Flávio Lopes não foi animador. “Eu poderia chegar aqui e iludir o torcedor, dizer que tá tudo maravilho, tranquilo, aí é bonito, mas o responsável de tudo é o técnico. Eu gosto de jogar um clássico porque ele mexe com a gente, mas eu não posso falar mentira pro nosso torcedor que a equipe já está preparada quando não está”, revelou o técnico.
Fazendo um paralelo entre a equipe do Paysandu e a equipe do Vilhena, que será a primeira disputa do Remo na série D, o técnico disse achar o Paysandu uma equipe superior. “Na minha opinião, o Vilhena não é uma equipe tão técnica quanto o Paysandu. Tanto é que o PSC tá na Série C e o Vilhena na D. Eu quero tirar muito proveito com toda essa preparação”. (Diário do Pará)
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