O técnico Roberval Davino foi preciso ao declarar que o amistoso “serviu para analisar a verdadeira situação técnica e tática” de sua equipe contra um time que também está se preparando para uma disputa de Campeonato Brasileiro. Mas, com o fraco futebol aplicado pelo Clube do Remo, que conseguiu realizar apenas dois arremates que fizeram o goleiro do Paysandu, Paulo Rafael, realmente trabalhar, o esquema tático proposto por Davino apresentou algumas falhas, principalmente na aproximação do sistema defensivo com os meio-campistas.
Quando a equipe azulina conseguia chegar à linha de fundo ou em cobranças de escanteio, a maioria dos rebotes ficou nos pés remistas. Deve-se, isto, à alta complexidade de posicionamento e movimentação que um sistema de três zagueiros necessita, algo que precisa de muito treinamento. A chamada segunda bola caia, quase que todas as vezes, com algum jogador do Remo, que experimentava um arremate de longa distância ou recolocava a bola na área.
Apesar dessa falha defensiva, o meio-campo do Papão, composto por cinco jogadores, foi o principal triunfo do time na partida. Antes que o treinador Roberval Davino pedisse para que abaixassem o ritmo, os jogadores do Paysandu se sobrepuseram ao adversário com uma dinâmica de toque de bola que era praticamente impossível marcar.
Reconhecendo que faltam detalhes para serem trabalhados antes que a Série C comece, Roberval Davino acredita que sua equipe está em um patamar bom para iniciar o certame nacional e que “se o comprometimento tático permanecer na Série C, o Paysandu tem boas chances de conseguir bons resultados”.
CLUBE DO REMO
Tirando a boa atuação do goleiro Adriano, ainda que tenha tomado três gols, é difícil apontar um setor do campo no Clube do Remo que tenha agradado no jogo de domingo (10), até porque o time foi envolvido pelo adversário e quase nada pôde fazer. Mas em meio a tantas falhas, um setor que, com certeza, deve tirar o sono do treinador Flávio Lopes é a defesa.
Formada inicialmente por Juan Sosa e Ávalos na defesa, e Dida e Paulinho nas laterais, a defesa azulina se mostrou pesada, nitidamente fora de forma física, não sendo páreo para as rápidas investidas do ataque bicolor. No segundo tempo, o técnico Flávio Lopes apostou em Santiago no lugar de Juan Sosa e promoveu a entrada de Tiago Cametá na lateral direita, tirando Dida. Mas nem as substituições feitas pelo técnico puderam arrumar a bagunça da zaga.
No meio, o Remo também mostrou carência. Ratinho e Reis, no primeiro tempo, não conseguiram desenvolver uma boa parceria, e nem a entrada de Magnum, no segundo tempo, fez a bola chegar ao ataque azulino, que só chegou com perigo ao gol bicolor aos 41 minutos do segundo tempo, no chute de Jayme, que obrigou Paulo Rafael a fazer grande defesa. A equipe que entrou contra o Paysandu nesse domingo só volta aos treinos na terça-feira, enquanto que o restante do elenco inicia o trabalho nesta segunda pela manhã. E haja trabalho para arrumar a casa até a Série D.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar