Ter a oportunidade de participar do clássico mais disputado do mundo é privilégio para poucos. Marcar gols então, nem se fala. Mas, atravessar a Avenida Almirante Barroso para jogar no rival, entrar no decorrer de uma partida e mudar o jogo dando drible desconcertante no marcador, deixar o companheiro na cara do gol e ainda deixar sua marca, não tem como classificar tal sensação.
É desta forma que o atacante Heliton se encontra, principalmente vindo de uma semana que declarou publicamente que não estava satisfeito com as poucas oportunidades oferecidas pelo técnico Davino, e que, quando aparece é para jogar no Time Negra, o “Papão B”.
“No futebol as coisas passam rápido. No momento agora estou feliz e espero continuar trabalhando para no campeonato (Série C) também jogar bem e ajudar o Paysandu”, conta o atacante, que riu quando foi perguntado se quem não chora não mama. “Tem esse ditado, só que o mais importante é estar trabalhando forte para que, quando aparecer a oportunidade, a gente esteja preparado”, diz.
Em 2012, ao se falar em Re-Pa, Heliton vem logo à cabeça. Em três partidas, o jogador marcou dois gols e ainda deu assistência ao meia Leandrinho em duas oportunidades, na partida da quinta rodada do primeiro turno do Estadual e no amistoso de domingo. Para o atacante, o gosto de jogar o Rei da Amazônia é único. “Além da rivalidade, é um jogo que é clássico e a gente sabe que Re-Pa é Re-Pa, independente que seja um amistoso a torcida fica zoando com o adversário e isso que é o mais gostoso de estar ganhando”, declara. “De todo Re-Pa que eu joguei no profissional, quando não fiz gol, joguei bem”, completa.
(Diário do Pará)
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