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ESPORTE PARÁ

Clima tenso antes do Re-Pa

Das duas uma: caso o Remo ganhasse o Re-Pa, os ânimos no Baenão estariam calmos, ou de fato técnico e diretoria não falam a mesma língua. Depois do ultimato que o vice-diretor de futebol, Hamilton Gualberto deu sobre a situação de Flávio Lopes, o presiden

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Das duas uma: caso o Remo ganhasse o Re-Pa, os ânimos no Baenão estariam calmos, ou de fato técnico e diretoria não falam a mesma língua. Depois do ultimato que o vice-diretor de futebol, Hamilton Gualberto deu sobre a situação de Flávio Lopes, o presidente azulino resolveu entrar em cena e aparar as arestas.

O começo do desentendimento público aconteceu quando o técnico Flávio Lopes teria demonstrado insatisfação com a maneira de como a diretoria do Remo tem se comportado perante alguns assuntos que o técnico julga como internos. Segundo ele, o Remo precisava reunir internamente para “arrumar a casa”.Em seguida, a história do Re-Pa alimentou a chama.

O Remo perdeu por 3 a 0 e o resultado não conformou o diretor, que acabou dando algumas declarações a respeito. “Não há espaço para todos respirarem o mesmo ar no Baenão”, disse, numa clara referência ao treinador azulino.Porém, a última foi a mais polêmica, e trata sobre a permanência direta, dele, ou do técnico. “Ou o treinador fica e a diretoria sai, ou a diretoria sai e o treinador fica”, intimou.

Depois dessa, o presidente Sergio Cabeça colocou todo mundo para fumar o “cachimbo da paz”.Segundo ele, não existe crise, ninguém sai e todo mundo fica. “Não tem nada disso, ninguém vai sair, está tudo bem”, limitou-se a dizer. Não se sabe se a intenção do presidente é esconder uma guerra nos bastidores do clube ou simplesmente relatar a verdade.

Além dele, o vice-presidente do clube, Paulo Mota disse estar satisfeito e que a paz voltou a reinar na Toca do Leão. “O que eu posso dizer é que as coisas estão ajustadas no Remo”. A queda no clássico gerou desconfianças ao trabalho feito pelo técnico Flávio Lopes.

No início da semana o vice-diretor de futebol do clube, Hamilton Gualberto, concedeu entrevista ao Programa Camisa 13, onde mencionou que o Remo estava com um time “capenga”, numa referência clara a sua insatisfação com o resultado do amistoso Re-Pa. Entretanto, há quem não compartilhe da mesma definição, principalmente os jogadores. “Não concordo. O trabalho não é para jogar contra o Paysandu. Então, nosso time vai melhorar”, acredita o zagueiro Juan Sosa.

O goleiro Adriano, considerado o grande nome azulino no domingo, prefere nem levar em consideração o comentário. “Não estou sabendo de nada disso. Acho que o treinador deixou claro que o time não estava preparado”, afirma.

A opinião mais contundente veio do meio campista André. “Opinião a gente respeita, até porque ele (Hamilton Gualberto) é um senhor e tem a opinião dele, mas eu não sou obrigado a compartilhar. Não concordo, mas se é a ideia dele, paciência”.Diretor diz que Magrão não joga no Remo Depois de se apresentar no Remo e viajar novamente, agora o Adriano Magrão protagonizou mais um capítulo da sua novela particular.

Na manhã de ontem o atleta se apresentou no Paysandu e reiterou que está fora dos planos do time alviceleste e que deseja vestir azul marinho este ano, no entanto, no que depender dos outros atores, não menos importantes, o final desta não será feliz, pelo menos para o atacante.

Segundo ele, agora que não tem mais vínculo com clube nenhum, estaria disposto a fazer parte do elenco azulino. “Se o Remo ainda tiver interesse no meu futebol, eu quero ir para lá.

Quero jogar em uma equipe grande”, disse em entrevista coletiva, aparentemente sem saber a resposta que lhe aguardava do outro lado da avenida, essa sim um balde de água fria.“O Adriano Magrão não interessa mais para o Clube do Remo. Ele teve uma atitude irresponsável, marcamos três apresentações e ele furou as três. Inclusive até o repórter da RBA ficou esperando ele no aeroporto até uma da manhã na quinta-feira e ele não deu as caras.

Quem contrata no Remo sou eu, então, eu não quero ele”, arrematou o diretor de futebol do Remo, Albany Pontes. A atitude do dirigente foi provocada pela demora de Magrão a se apresentar ao Remo. Com a demora, o diretor cansou de esperar e decretou que “No Remo, ele não joga”. (Diário do Pará)

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