Ontem a tarde na Curuzu foi dia de trabalho, não, somente, para os atletas e comissão técnica, mas também para alguns torcedores do Paysandu na lavagem das arquibancadas do estádio. Se bem que a tarefa que deveria ser feita por funcionários do clube, mas, como ultimamente o Papão anda meio largado pela diretoria que não tem aparecido na Curuzu, vale a paixão do torcedor para embelezar o vovô Leônidas Sodré de Castro, que completou no meio da semana 98 anos.
Contudo, para quem pensa que a atitude de seis torcedores foi em vão, o meio-campista Harison fez questão de alertar os atletas mais novos e os que chegaram agora, para a disputa do Brasileiro da Série C que é bom dar o “sangue” para esses torcedores, porque senão, com certeza, serão cobrados mais tarde. “Muito importante. Eu estava brincando com alguns jogadores dizendo: está vendo ali?
O que estas achando dos caras? Então não corre em campo, para pelo menos retribuir o esforço todo da torcida, para veres”, alerta.
Aos 32 anos, e com uma rodagem em mais de 13 clubes diferentes, Harison louva esse tipo de atitude do torcedor apaixonado pelo clube e relata que ainda não viu coisa igual em sua carreira. “Não é muito fácil fazer o que eles estavam fazendo debaixo de sol. É muito gratificante trabalhar em um clube em que a torcida ajuda tanto assim. Pelo menos nos clubes que passei eu nunca vi isso. Então eu acho que a gente que joga e tem tudo do bom e do melhor do Paysandu temos que tomar como exemplo, e dar o nosso melhor, para que as coisas deem certo, para que esse torcedor que limpou a casa fique feliz com a família dele e com a vitória da gente”, completa.
(Diário do Pará)
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