plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 25°
cotação atual R$


home
ESPORTE PARÁ

Luiz Omar terceirizou alguns setores do futebol

Ao longo da última semana, o presidente do Paysandu, Luiz Omar Pinheiro, anunciou mais uma parceria com o objetivo de resgatar o clube da terceira divisão do Campeonato Brasileiro. A empresa curitibana LA Sports é a bola da vez e terá a missão de coloc

twitter Google News

Ao longo da última semana, o presidente do Paysandu, Luiz Omar Pinheiro, anunciou mais uma parceria com o objetivo de resgatar o clube da terceira divisão do Campeonato Brasileiro. A empresa curitibana LA Sports é a bola da vez e terá a missão de colocar na Curuzu atletas de bom nível técnico para ajudar no acesso bicolor a Série B.

A negociação aconteceu em Curitiba (PR), quando na segunda-feira (4), Luiz Omar reuniu com o advogado Luiz Alberto, dono da LA Sports, para acertar a parceria, que dará ao Paysandu um adicional em contratações, já que a empresa gerencia carreira de jogadores de futebol, oferecendo ao mandatário alviazul a possibilidade de explorar um teto salarial de R$150 mil para contratação de atletas, tudo custeado pela LA Sports.

No acordo, todo jogador da empresa de Luiz Alberto que estiver vestindo a camisa azul celeste e for negociado para qualquer clube, o Paysandu tem direito a apenas 10% do valor da transação. Mas existe um porém. Se qualquer jogador que tem vínculo direto com o Papão também for negociado, a LA Sports tem direito também a 10% da negociata. A RC3 é outra parceria que a diretoria bicolor firmou neste ano.

A questão agora é o sucesso destes acordos, já que em um passado recente outros projetos para aumentar as receitas do clube falharam, como a “Carreta Bicolor”, caminhão que ficava localizado na Travessa do Chaco vendendo produtos do Papão e que também acompanhava a equipe nos amistosos pelo interior. Porém, alegando terem sido vítimas de furto, os responsáveis pela ação decidiram encerrar as vendas.

Outra parceria que desandou é com a empresa BWA, que confecciona ingressos de eventos esportivos e shows. Inicialmente, a intenção do acordo era a praticidade que o clube teria ao pagar um percentual à empresa e ela produziria as entradas, facilitando as compras para os torcedores pela internet, coisa que não aconteceu até agora. E ainda tem o projeto “Sócio Fiel Torcedor Bicolor”, que tinha o objetivo de filiar torcedores mensalistas oferecendo facilidades em aquisição de produtos com a marca do Paysandu e ingressos para os jogos. O que você, torcedor, acha sobre isso?

FALA FIEL...

Para os torcedores bicolores, as parcerias devem promover boas mudanças no clube paraense até o final da temporada. O problema está na gestão do Papão, que não tem uma credibilidade adequada diante da massa bicolor.

“Acredito que na situação atual do Paysandu, a possibilidade de uma injeção de recursos em números expressivos pode representar a montagem de um time mais competitivo, ainda mais quando a parceira se compromete com o custeio desses jogadores”, declara o advogado Felipe Ferreira, 25 anos. Para o advogado, os diretores e o presidente Luiz Omar Pinheiro não podem se esconder por de trás dessas empresas que vêm para ajudar o clube, principalmente no quesito gestão. “A parceria não pode servir para maquiar deficiências da gestão do Paysandu, que teve falhas explícitas ao longo dos últimos anos. Se a diretoria não estiver ciente de que se trata de um plano temporário, o prejuízo pode ser grande - como o que ocorreu após 2005”, aponta.

A preocupação de Felipe Ferreira sobre a parceira LA Sports é de que ela poderá intervir e impor que os seus clientes sejam escalados na equipe titular. “O problema está no quanto a LA tende a ingerir em relação a escalação ou a prioridade que esses atletas possam ter em relação aos demais. Hoje, os jogadores de fora já veem o Paysandu como uma simples vitrine para outros clubes de maior expressão, e muitas vezes, ao Papão só resta o prejuízo”, fala, ponderando em seguida. “Penso que terceirizar a gestão de certos departamentos pode ser uma boa saída, já que a diretoria tem se mostrado insatisfatória”.
Já para o médico cardiologista Sérgio Brito Filho, 33 anos, o Paysandu tem que ter uma atenção redobrada para parceria como a que o clube fez com a LA Sports. “Haja vista que grandes clubes brasileiros também tiveram grandes parcerias com grandes empresas, mas não deslancharam. Lembra do time dos sonhos do Flamengo após a copa de 94?”, questiona, citando o que se precisa fazer. “Dosar o quanto essas parcerias irão interferir nas decisões do clube e principalmente do técnico, na escalação”, acredita.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Esporte Pará

    Leia mais notícias de Esporte Pará. Clique aqui!