A última semana no Baenão foi tensa. A troca de farpas iniciada com a declaração polêmica do vice-diretor de futebol do Remo, Hamilton Gualberto, em relação à permanência do técnico Flávio Lopes acendeu a luz vermelha na Toca do Leão.
Depois do resultado negativo no Re-Pa, o treinador remista confirmou que era contrário ao amistoso por causa do estilo de preparação que o time adotou, não compatível com a realização de um clássico, que, segundo ele, extrapola todas as barreiras de um amistoso comum. Em seguida, Gualberto deu um ultimato à presidência, “Ou a diretoria sai ou o treinador sai”, ameaça que acabou contornada pelo presidente Sérgio Cabeça.
Nos últimos meses, essas rusgas têm afetado significativamente o clima no clube. Ainda esse ano, o ex-diretor de futebol do Remo, Francisco Rosas, deixou o cargo já por causa de pensamentos opostos. Em seguida, Sérgio Cabeça, na tentativa de tranquilizar o setor de futebol, recrutou o atual diretor, Albany Pontes, que assumiu uma postura mais discreta e não menos importante.
Outro caso emblemático foram as palavras duras do meia-atacante Magnum, já dispensado pelo clube, em relação aos assuntos internos. O jogador deu declarações dizendo que “No Baenão, os cachorros sabem das coisas antes dos jogadores”, e que não acertava nada com diretor, somente com o presidente do Remo.
Atualmente não se têm informações de incompatibilidade de gênios. O diretor Albany confirma que a união entre os membros da cúpula azulina está garantida e que muitas das informações veiculadas foram colocadas sem a devida apuração. “Não existe isso no Remo. Várias dessas coisas foram colocadas pela imprensa, mas no Remo está tudo bem”, defende ele.
(Diário do Pará)
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