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ESPORTE PARÁ

Brigas amedrontam torcedores nos estádios e ônibus

O estádio de futebol é o espaço destinado para que os times, dentro das quatro linhas, tentem marcar o gol e, assim, façam a alegria dos torcedores que acompanham as partidas nas arquibancadas. Poderíamos dizer, também, que do mesmo modo que o cinema, o c

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O estádio de futebol é o espaço destinado para que os times, dentro das quatro linhas, tentem marcar o gol e, assim, façam a alegria dos torcedores que acompanham as partidas nas arquibancadas. Poderíamos dizer, também, que do mesmo modo que o cinema, o circo ou o teatro, o estádio deveria ser um lugar de entretenimento, onde as pessoas presentes teriam como objetivo único sentir a emoção que o espetáculo proporciona, no caso, a partida de futebol.

Mas o que parece lógico, ao mesmo tempo se torna cada vez mais um verdadeiro sonho. Não é de hoje que as brigas envolvendo torcedores dentro e fora dos estádios de futebol chamam mais atenção que os golaços e grandes dribles dentro de campo. Em Belém, o caso mais recente de vandalismo entre torcedores aconteceu no intervalo do jogo amistoso, do último domingo, entre Remo e Paysandu, no Mangueirão, ocasionando na autuação de mais de 200 torcedores.

Em entrevista concedida ao Bola, o responsável pelo policiamento dos jogos realizados em Belém, tenente-coronel Hilton Benigno de Souza, se mostrou pessimista quanto à solução e o fim das brigas entre torcedores nos eventos esportivos realizados na capital paraense. Segundo ele, essa é uma questão complexa e cultural. “A causa é mais séria do que imaginamos e nós não vamos resolver somente com policiamento. Nós sempre conversamos com essas torcidas antes dos jogos, mas quando chega na hora, a vontade de brigar prevalece”, comenta o tenente-coronel, em referência às torcidas organizadas de Remo e Paysandu.

Para Hilton, uma forma de amenizar os confrontos entre torcedores seria a criação de uma política de punição específica para esse caso. “O que poderia, não digo resolver, mas minimizar esse problema, seria a implantação de um juizado previsto pelo Estatuto do Torcedor, que coloca bases judiciais nos estádios e em seus arredores e julga de imediato casos relacionados a tumulto nesses locais”.

O juizado citado por Benigno já foi implantado nos estados de Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Segundo Hilton, no Pará, a criação esbarra na falta de recursos financeiros.
“Eu amo meu time, mas amo mais ainda minha vida. Não me arrisco a ir ao estádio do jeito perigoso que está”, comenta Rosane Silva, 37, torcedora do Clube do Remo, que há mais de 10 anos não vai a um estádio de futebol. Enquanto essa questão não se resolve, torcedores amedrontados, como Rosane, vão continuar preferindo acompanhar aos jogos de seus times pela TV ou pelo rádio. Pior para os clubes. (Diário do Pará)

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