A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) atendeu a solicitação do Águia de Marabá e estendeu o prazo para sexta-feira sobre a entrega dos laudos do Zinho Oliveira, que devem ser emitidos pela Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Até o final da tarde de quarta-feira (20), a diretoria do Azulão ainda não tinha certeza se iria conseguir cumprir o novo prazo e o clube continua correndo o risco de perder o mando de campo para receber as partidas da Série C do Campeonato Brasileiro.
O Zinho Oliveira é de responsabilidade da Prefeitura de Marabá, porém, o presidente licenciado do Águia, Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, revelou que o clube resolveu assumir a frente da batalha dos laudos. “Os laudos já foram pedidos a mais de 45 dias e sempre questionávamos e a prefeitura falava que estava tudo certo, mas após ver que tínhamos pendências ficamos preocupados”.
Ontem à tarde, Ferreirinha informou que o laudo da Vigilância Sanitária já havia sido atualizado e o do Corpo de Bombeiros estava em andamento. Porém, o principal problema ficava por conta da vistoria da Polícia Militar. “A equipe de Marabá do Corpo de Bombeiros vai fazer a vistoria, mas o comando da PM, em Belém informou que não pode vir fazer a vistoria até sexta-feira e também não aceita que uma equipe de Marabá faça. Não é possível que a PM não tenha uma equipe de confiança em Marabá”, questiona.
A diretoria do clube informou que se não puder jogar em Marabá o time corre o risco de deixar a competição. “Não temos como meter a mão no bolso para tirar cerca de R$20 mil para cobrir as despesas de jogos que deveríamos fazer em casa. Acionamos a classe política de Marabá para tentar intermediar junto ao Governo do Estado para que seja enviada uma equipe da PM de Belém ou permita que policiais de Marabá realizem a vistoria”, destaca Ferreirinha.
(Diário do Pará)
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