Bem diferente de outras capitais pela América do Sul, nas quais os seguranças sofrem para levar os jogadores até o ônibus e a pressão já é visível na chegada, em Buenos Aires, ocorrida segunda-feira (25), o Corinthians já se sentiu em casa. O maior trabalho para a delegação foi tirar fotos com entusiasmados jovens de Tucuman Futbol Club, alunos de uma escolinha de futebol que aguardava para embarcar para a Europa.
“Vai ser 3 a 0 para o Corinthians. Sei que o Emerson, o Paulinho e o Danilo vão fazer os gols”, dizia, entusiasmado, Eugenio, de 11 anos, torcedor do River Plate.
“Não tem motivação maior do que chegar na final da Libertadores diante do Boca e ainda mais recebendo uma recepção como essa”, disse Paulinho. “Temos de nos portar bem, mas saber que são apenas os primeiros 90 minutos”.
O meia Alex também estava no clima de entusiasmo. Autor de um gol em La Bombonera pelo Internacional em 2008, ano no qual o time ganhou a Copa Sul-Americana, ele agora quer escrever sua história pelo Corinthians. “O chute de fora da área pode ser um diferencial no jogo e temos de tentar usá-lo a nosso favor. Agora sobre o Inter foi algo que ficou para o passado. A hora é de escrever o futuro”.
Sereno, o presidente Mário Gobbi pregava por uma final dura e sem favoritos. “Estamos invictos, só que cada jogo é uma história. Ninguém é campeão pela campanha. Vamos jogar contra um grande time, um dos que mais venceram, é dificílimo jogar aqui, mas nós temos time, vamos jogar, vamos batalhar”, afirmou.
(Agência Estado)
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