plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 24°
cotação atual R$


home
ESPORTE PARÁ

Novo técnico do Remo tem estilo inconfundível

Edson gaúcho aproveitou a primeira entrevista coletiva que concedeu como técnico do Remo para falar sobre vários pontos de sua carreira e de como encara a nova missão que tem a partir de agora: comandar um time com baixa estima e muito cobrado pela torcid

twitter Google News

Edson gaúcho aproveitou a primeira entrevista coletiva que concedeu como técnico do Remo para falar sobre vários pontos de sua carreira e de como encara a nova missão que tem a partir de agora: comandar um time com baixa estima e muito cobrado pela torcida. Ele não mediu palavras e foi muito direto em suas observações.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES
“No primeiro dia, a gente não pode tirar uma base, porque o grupo veio de uma viagem de ‘mata leão’, realmente um percurso muito longo, além do mais, o time perdeu por esse placar, a saída do técnico, o atleta sente. Mas, o elenco tem qualidade, só que não adianta entrar técnico e sair, porque se os jogadores não fizerem em campo isso nunca vai mudar. Eles devem estar com vergonha pela estreia, você pode perceber que eles estão cabisbaixos, vamos conversar com eles e creio que até sexta-feira já estarão com outro ânimo, outro perfil para o restante do campeonato”.

O ESTILO DISCIPLINADOR
“Eu vejo como um elogio ser visto como um desses. Se você não tiver disciplina, não só no futebol, mas em tudo, as coisas tendem a dar errado. Existe uma regra pra tudo e futebol não foge a isso. Se você não tiver uma disciplina e um posicionamento onde o atleta saiba quem manda e quem obedece é uma coisa. Mas isso não quer dizer que eu seja o salvador, pode vir qualquer um, mas quem resolve são os atletas, nós apenas ajudamos”

ESTRUTURA DO CLUBE
“Já conversamos com o presidente e com o Albany (Pontes, diretor). Nós vamos melhorar a estrutura do clube, vamos profissionalizar mais. O importante é a união, só não pode existir o eu, é sempre o nós. Nós vamos ganhar e vamos empatar, e vai ser difícil perder. A estrutura do clube me agradou, eu trabalho desde os 12 anos no futebol. Quando você trabalha numa cidade como Belém e num clube como o Remo, não tem como você não gostar disso”.

POLÊMICAS
“Mau caráter tem em todo lugar, e eu não gosto de trabalhar com gente assim, gosto de profissionais. Agora você trabalha com um atleta, e ele por trás vai fazer chacota? Eu não fui derrubado por ninguém, apenas disse que não trabalhava com gente assim. Se o presidente (do Paysandu) apoiou, é problema deles, mas o meu problema agora se chama Remo”.

CONTRATAÇÕES
“As vezes, as pessoas pegam o bonde andando. Ele (Mendes) está chegando. Vamos fazendo os acertos devagar, agora, alguém vai sair. Temos 28, 29 atletas, quero trabalhar com 26. Então, vamos qualificar o grupo e alguém vai sair, faz parte do futebol, mas a única preocupação que eu tenho agora é preparar o Remo para o jogo contra o Penarol (AM).

MUDANÇAS NO TIME
“Tenho que saber como eu vou jogar domingo, qual é a equipe que melhor vai se posicionar e na hora de mudar, saber com quem eu posso contar. Eu não estou mudando por causa do Flávio (Lopes, ex-treinador), mas sim porque eu tenho que ver como está o elenco. Não quero dizer que sou melhor que o Flávio, longe de mim”.

AMBIENTE DE TRABALHO
“Tenho certeza que o ambiente será favorável. Sei que a torcida aplaudiu a estreia, mas também sei que o mesmo cara que aplaude, ele também vaia. E eu tenho que ter essa estrutura pra aguentar. É bom você chegar num clube que a torcida confia, não sou o melhor técnico e tenho muito que aprender ainda”.

ATUAL SITUAÇÃO
“Um time que nem o Remo na Série D me deixa indignado. Até quando o torcedor vai aguentar? Você quer que o torcedor venha num sol de 40 graus na cabeça, e o jogador entra em campo indisposto e não tá nem aí pro resultado. Um cara desses tem que tomar uma coça. Jogador tem que saber valorizar o torcedor. Se colocar uma vez só, cada um desses atletas na arquibancada, tenho certeza que na outra partida eles vão correr. Não são as pessoas que fazem o clube, é a torcida. Já trabalhei em muitos lugares, onde time de 1ª divisão colocava oito mil pessoas, imagina Remo e Paysandu na primeira (divisão)? O dia que eu sair do Remo também vou querer que eles cresçam”.

E SOBRE O FUTURO...
“Eu tenho certeza que nós vamos subir”

Tem que mudar o time, mesmo!
Pelo menos a recepção não poderia ter sido melhor. Sem tempo a perder, o treinador Edson Gaúcho chegou promovendo várias mudanças no time e garantiu tirar o Remo do fundo do poço do futebol nacional.

Gaúcho sabe bem o motivo de tanta expectativa em torno da sua chegada. Com duas passagens pelo Paysandu, ele ficou conhecido no futebol paraense por ser um técnico disciplinador e sério, rótulo que carrega com orgulho desde então.

Voltando ao presente, ele disse que ainda é cedo para separar titulares e reservas, entretanto, já mostrou que vai testar todos os jogadores a disposição. Ontem, ele comandou um treino técnico e fez várias mudanças. Ao todo, foram seis experimentos, algumas paradas e várias chamadas de atenção. No primeiro contato Gaúcho chegou pondo ordem.

Adriano deu lugar a Jamilton; Aldivan entrou na lateral esquerda no lugar de Paulinho; Santiago substituiu Edinho na zaga; Alan Peterson e Edu Chiquita jogaram na vaga de André e Ratinho, respectivamente, e Joãozinho foi ao ataque ao lado de Fábio Oliveira. Diego Barros também teve seu momento na etapa final do treino. A outra mudança foi no esquema, ao invés do 3-5-2, adotado por Lopes, ele retornou ao 4-4-2.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Esporte Pará

    Leia mais notícias de Esporte Pará. Clique aqui!