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ESPORTE PARÁ

Paysandu com problemas financeiros

Antes do pontapé inicial autorizado pela Confederação Brasileira de Futebol, a Série C virou tormento. As vinte agremiações pertencentes à terceira divisão do Campeonato Brasileiro tiveram que processar uma verdadeira mágica para deixar a saúde financeira

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Antes do pontapé inicial autorizado pela Confederação Brasileira de Futebol, a Série C virou tormento. As vinte agremiações pertencentes à terceira divisão do Campeonato Brasileiro tiveram que processar uma verdadeira mágica para deixar a saúde financeira do clube estável, pagando atletas e comissão técnica, mesmo estando um mês parados, mais precisamente 35 dias, esperando a resolução do imbróglio provocado pelo Treze (PB) e Brasil (RS).

O presidente do Paysandu, Luiz Omar Pinheiro, diz que as despesas que giram todo o final do mês não se restringem apenas ao futebol, mas também tem “os custo diários, tem acordos na justiça para honrar e o esporte amador”. “A maior receita vem do futebol. Então, nós conseguimos ainda estar em dia com todos os nossos funcionários por conta da verba da FUNTELPA que o Paysandu pagou o mês de maio, mas dia 10 (julho) vence a folha de junho”, explica Luiz Omar, sobre a relação dependente que o cofre do clube tem dos patrocinadores, complementada pela renda dos jogos, para pagar os ordenados do início de cada mês. “Ainda tivemos o patrocínio da Yamada bloqueado pela justiça”, lembra o dirigente.

E como a bola não rolou no dia 27 de maio, quando estava previsto, até o momento o clube acumula um prejuízo de R$ 700 mil, segundo de Luiz Omar. “Não ter estreado no dia 27 (maio), eu acho que hoje, isso representa uns R$ 700 mil que o Paysandu deixou de arrecadar, líquido. Então, o Paysandu está sentindo muito, por isso hoje nós estamos no nosso limite dos limites. Não temos mais dinheiro para tirar de lugar algum para honrar os nossos compromissos”, declara.

Sobre o boato de que a CBF disponibilizará cerca de R$ 1,5 milhão para serem divididos entres as vinte equipes da Série C, como uma forma de compensar a paralisação da competição, o presidente entende que a partilha terá que ser diferenciada. “Essa divisão não poderá ser igual entre as equipes porque os custos são diferentes. Então estamos articulando para que depois que a bola rolar a gente vá à CBF cobrar sobre o posicionamento desse dinheiro. Ela tem que dar”, cobra Luiz Omar.

(Diário do Pará)

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