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Diretoria bicolor quer driblar situação

Com a estreia na Série C batendo à porta, amanhã à noite o Paysandu joga contra o Luverdense (MT), na Curuzu, o presidente bicolor, Luiz Omar Pinheiro, quer o acesso à Série B para ter força e pleitear uma reeleição. Dessa vez, diferente da temporada pass

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Com a estreia na Série C batendo à porta, amanhã à noite o Paysandu joga contra o Luverdense (MT), na Curuzu, o presidente bicolor, Luiz Omar Pinheiro, quer o acesso à Série B para ter força e pleitear uma reeleição. Dessa vez, diferente da temporada passada, quando o clube montou uma folha salarial de R$ 600 mil, o dirigente está com o orçamento mais realista, afinal, há bloqueios de patrocinadores e dívidas trabalhistas, forçando a agremiação alviazul a recorrer a parcerias para contornar os problemas.

Uma das saídas que Luiz Omar encontrou para contornar o orçamento apertado, com um teto de R$ 300 mil de folha salarial para a Série C, foi à parceria com a LA Sports, empresa do advogado Luiz Alberto, que é responsável por gerenciar carreira de jogadores de futebol. “Ele está esperando uma posição do Paysandu, e não o contrário”, diz Luiz Omar, explicando o motivo da demora na concretização do acordo. “Ele me liga praticamente todos os dias, mas eu digo que: Luiz tem que esperar isso aí (resolução da Série C) para avançar com o processo”, conta. “Ele quer fazer isso num evento muito grande, quer trazer dois jornalistas a nível nacional para fazer a apresentação”, acrescenta.

A segunda alternativa é de aproveitar a oportunidade da participação do sub-20 bicolor na Taça Belo Horizonte para valorizar os garotos da base e mais tarde tentar negociar alguns deles. Neste projeto, Luiz Omar convidou o técnico Sérgio Cosme para assumir o comando da equipe. “Vamos para uma competição forte e importante, que nunca teve um time do norte participando. É uma competição que vale vaga na Libertadores da América do sub-20. Não quero que o Paysandu repita atuações que vem fazendo na Copa São Paulo, de ir com uma boa equipe e ser eliminado na primeira fase”, analisa.

E por último, Luiz Omar está planejando a revalorização da parceria Paysandu e Time Negra, tanto que pretende mesclar o jovem elenco alvinegro com jogadores mais experientes (como Albertinho, Sinésio e San) para recolocar o Time Negra na elite do Campeonato Paraense, readquirindo propósito original da parceria: dar frutos ao Paysandu. “Esse projeto só se torna viável se o Time Negra passar, pelo menos, para a primeira fase. Se ficar no seletivo não adianta nada”, explica, concluindo em seguida. “Foi com o Time Negra na fase principal do Paraense que encontramos o Moisés”.

(Diário do Pará)

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