A novela envolvendo a venda do meio campo Reis para o futebol mineiro ganhou mais um personagem, desta vez de suma importância no desfecho da história. Agora, quem saiu em defesa da revelação azulina foi o técnico Edson Gaúcho, muito direto em revelar o desejo de que o atleta permaneça no Baenão pelo menos por um tempo, até que o jogador se firme para o futebol e tenha sucesso ao deixar a Toca do Leão.
“Eu pedi pro Albani (Diretor de Futebol) não vender o Reis. Por R$ 250 mil qualquer cabeça de bagre pode levá-lo, mas aqui não. Acabou essa moleza. O Reis é um atleta de qualidade e que pode sair daqui, mas tem que sair já pronto, e não meio pronto, porque chega lá no Sul, bate e volta, e ele vai bater e não vai voltar”, profetiza o técnico.
Para ele, muito se falou sobre o estilo de jogo do atleta e pouco foi levado a fundo. Reis está atualmente com 19 anos e vinha recebendo proposta de um empresário para levá-lo por uma quantia pouco valiosa. “Eu tenho conversado bastante com ele. Todo mundo falou que ele era mascarado, mas ele é super tranquilo. Ouve bastante, quer conversar e isso é meio caminho andado. O que não pode acontecer é isso, chegar um cara aqui e comprar, aí acabou pro clube”.
A aposta na permanência do meia vale por mais de um motivo e passa até pelo lado financeiro do clube, que tem fracassado na maioria das negociações envolvendo jovens jogadores, que vão embora e o dinheiro recebido acaba tendo uma finalidade pouco produtiva para o Remo. “Ai paga-se uma dívida, compra um atleta ali e o dinheiro vai embora e o patrimônio diminui. Então, o Remo, se fosse vender, teria que ser 50%, 60% do passe dele, e quando ele for pra um clube grande o Remo ganha de novo”, termina o ‘economista’ Edson Gaúcho. (Diário do Pará)
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