Apesar da notícia “bombástica” de Luiz Omar Pinheiro, que pretende entrar junto ao Tribunal de Justiça Desportiva para depois ir à justiça comum reivindicar uma vaga na Série B, o jornalista e comentarista esportivo João Cunha opina que o presidente bicolor não teria tanta ousadia assim, até porque em outras oportunidades Omar anunciou contratações e parcerias que com o passar do tempo não se cumpriram.
“Como é sabido por todos, o atual presidente bicolor, Luiz Omar Pinheiro, de vez em quando apresenta algumas notícias consideradas bombásticas. Quantas contratações o Paysandu já teve anunciadas que, após alguns dias, dissiparam-se no ar, não passando de mais um ‘sonho de verão’?”, indaga João Cunha, que considera as declarações de LOP como mais um factóide do cartola alviazul.
Segundo o jornalista, os argumentos propostos por LOP, -de que o Paysandu foi prejudicado ano passado com o imbróglio entre Rio Branco (AC) e CBF, fazendo o time perder os seis pontos conquistados sobre a equipe acreana na fase final da competição com a inclusão do Luverdense (MT) -, não se sustentam, haja vista que o clube não conseguiu o acesso dentro de campo, desperdiçando pontos jogados na Curuzu. “A meu ver, foi até beneficiado por aquelas oscilações. Mas como o Papão “entregou” os seis pontos disputados com o CRB, praticamente classificando a equipe alagoana, sua situação azedou de vez”, relembra.
O maior temor de Cunha sobre a empreitada que Luiz Omar pretende tomar é de que o futebol paraense se afunde ainda mais. “Já tivemos motivos e oportunidade de confrontos, mas, diferente do “pequeno” Treze (PB), sempre botamos “a viola no saco”, diz,
“Não creio, apesar dos pesares, que o futebol paraense esteja maduro o suficiente para se arriscar tanto. É bom nem pensar nessa hipótese! Se com o Paysandu já estamos como estamos, imagine sem ele? O Re-Pa centenário não merece essa ameaça, essa marcha ré”, recomenda João.
(Diário do Pará)
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