A vitória por 4 a 2, diante do Penarol (AM), deu aos remistas a tranqulidade necessária para respirar, observar os erros e voltar a campo melhor preparado. Diante disso, o técnico Edson Gaúcho já diagnosticou alguns pontos que precisam ser corrigidos e entre eles está a zaga, muito comentada desde a estreia. No primeiro jogo, contra o Vilhena (RO), o Remo perdeu de 4 a 2, e na volta, contra o Penarol, deu o troco no mesmo placar.
De volta aos treinos, a correção iniciou de imediato. Gaúcho focou os trabalhos táticos na percepção defensiva e no posicionamento dos jogadores. Saiu do 3-5-2 e voltou com dois zagueiros, Edinho e Diego Barros. Depois direcionou os atletas para a marcação mano a mano e, de fato, contra o time amazonense, a zaga se mostrou mais segura, ao ponto do ataque adversário não oferecer risco, exceto nas bolas paradas, quando o Penarol marcou dois gols.
“Eles estão evoluindo, mas precisa evoluir muito mais. Quando você toma seis gols em dois jogos, automaticamente o jogador perde a confiança nele e na comissão técnica e isso não pode acontecer. Todos aqui têm personalidade”, explica o técnico remista.
Para ele, a maneira exata de corrigir as falhas é apertando o espaço, forçando os jogadores a dominarem a bola com mais calma e sair em ataque com a posse total. “Nós trabalhamos assim, colocando o ataque contra a defesa pra obrigá-los a jogar com mais confiança, mais qualidade, e assim eu entendo que na hora do jogo eles vão estar bem melhores”, ensina.
O zagueiro Diego Barros, titular na posição, acredita que com o passar do tempo, a tendência é aumentar a qualidade do setor, tendo em vista a comparação entre o jogo contra o Vilhena e o último, contra o Penarol. “Treinamos com bons jogadores do nosso lado e eles quase não levam nenhum tipo de vantagem. Nós marcamos nosso adversário mano a mano. Contra o Penarol (AM) jogamos dessa maneira, pegamos dois gols de bola parada, mas eles não tiveram espaço no ataque”, observa.
(Diário do Pará)
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