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Médico em treino do Paysandu se tornou luxo

Quem vive o dia a dia da preparação do Paysandu para a Série C do Campeonato Brasileiro observa que a maioria dos treinamentos orientados pelo técnico Roberval Davino não conta com a presença de um médico supervisionando os atletas e pronto para qualquer

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Quem vive o dia a dia da preparação do Paysandu para a Série C do Campeonato Brasileiro observa que a maioria dos treinamentos orientados pelo técnico Roberval Davino não conta com a presença de um médico supervisionando os atletas e pronto para qualquer ocasião de urgência. A situação, que ocorreu com o meio-campista Robinho no treino físico da última terça-feira, em uma arena society da cidade, quando o jogador passou mal e desmaiou, expôs o fato. Robinho foi vítima de uma hipoglicemia, que é o baixo nível de açúcar no sangue.

Na ocasião, o fisiologista José Carlos Amaral prestou os primeiros socorros e conduziu o atleta à Curuzu. Mais tarde, constatou-se que o jogador não havia sequer tomado café. O coordenador do Departamento Médico alviazul, José Silvério, reconheceu que existe uma falha no clube quanto à presença de médicos para acompanhar os treinamentos diariamente. “Existe essa falha, mas não é um ‘privilégio’ do Paysandu, mas em todos os clubes do futebol paraense”, completa.

Silvério seguiu discutindo sobre o problema. “Infelizmente, eu não posso na função de coordenador, exigir que os médicos que compõem o Departamento Médico compareçam a todos os treinos, participem das viagens, dos jogos, das concentrações, arrume exame, programe cirurgia de graça para o clube e consiga tudo na base da cortesia com o salário que recebe”, escancara o médico bicolor.

José Silvério disse que o DM bicolor trabalhou de forma preventiva, argumentando que foi entregue um documento com normas e procedimentos necessários ao diretor de futebol, Felipe Fernandes, assim que a junta, que também administra o setor de futebol, assumiu suas funções no Paysandu. “Não estou aqui reclamando, apenas respondendo uma pergunta que me foi feita”, disse. “Não vou tapar o sol com a peneira, jamais, eu não posso exigir e nem é feito que exijam também esse cumprimento de horário integral na situação que a gente trabalha”, finaliza.

(Diário do Pará)

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