Depois de ter ficado dois dias sem treinar, o centroavante Kiros voltou a trabalhar com bola, mas ainda sente algumas dores no ferimento do pé direito e não está garantido para o jogo contra o Fortaleza (CE). Como opções para substituir artilheiro do Paysandu na Série C do Brasileiro, Roberval Davino conta com Rafael Oliveira e Heliton. O treinador bicolor não se pronunciou sobre o caso e deve conservar a dúvida até minutos antes de a equipe sair do vestiário e entrar no gramado do Mangueirão, na próxima segunda-feira à noite.
Kiros sofreu um corte no pé direito na estreia do Papão na terceira divisão, contra o Luverdense (MT). Ao tentar arrematar de primeira uma sobra de bola, um marcador da equipe mato-grossense ergueu as travas da chuteira que cortaram o pé de Kiros. No local, ele recebeu três pontos. O golpe foi em uma área que fica em contato com a chuteira. Kiros viajou com a equipe para Sobral e foi escalado em cima da hora para o jogo contra o Guarany (CE).
“Ainda está um pouco dolorido, mas o ferimento está fechadinho. Daqui para o jogo contra o Fortaleza acredito que vai melhorar”, diz Kiros, que vem percebendo a forte disputa entre os atacantes bicolores por uma vaga no time. Heliton, uma espécie de 12º titular, quer aproveitar o bom momento para se garantir entre os onze. “Ninguém fica à vontade no banco. Todo jogador quer ser titular, isso é um fato. Mas temos que respeitar. O professor sabe qual é a melhor formação, e para mim cabe trabalhar cada vez mais para quando surgir uma oportunidade eu estar preparado”, avisa.
DESFALQUE?
Com o meio-campista Alex William ainda sem condições de jogar pelo Paysandu contra o Fortaleza (CE), o técnico Roberval Davino pode perder outro jogador para a terceira rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. O volante Ricardo Capanema será julgado hoje, às 13h30, pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva por ter sido expulso contra o Luverdense (MT) na estreia na competição.
Capanema foi excluído aos 38 minutos do segundo tempo quando recebeu o seu segundo cartão amarelo na partida ao acertar o seu adversário com um carrinho. Pelo ato descrito em súmula, o jogador será julgado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que fala em praticar jogada violenta e prevê suspensão de uma a seis partidas de gancho. Como o jogador já cumpriu a suspensão automática diante do Guarany de Sobral (CE), na vitória por 2 a 1, poderá ser desfalque por no máximo mais cinco jogos.
O volante não considera o lance violento e diz que não disparou ofensas ao árbitro Antônio Trindade de Sousa. “Eu não falei nada. Eu me controlei. Eu me lembrei na partida entre Cametá e Remo quando eu chamei uns palavrões para o árbitro e peguei quatro jogos”, conta Ricardo Capanema, que não tem precedentes de mau comportamento. Se o marcador pegar pena complementar, Roberval Davino deve utilizar o lateral Régis para a ala esquerda e remanejar o versátil Leandrinho para ocupar a vaga de Capanema. “Eu prefiro jogar na meia, mas eu quero ajudar o Paysandu e jogo onde o professor me colocar”, fala Leandrinho.
(Diário do Pará)
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