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Águia não tem recursos para um DM digno

Um médico voluntário e um fisioterapeuta que presta serviços. Essa é a estrutura que compõe o Departamento Médico do Águia de Marabá. A diretoria do clube revela que não tem condições financeiras de montar uma equipe que garanta o acompanhamento dos atlet

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Um médico voluntário e um fisioterapeuta que presta serviços. Essa é a estrutura que compõe o Departamento Médico do Águia de Marabá. A diretoria do clube revela que não tem condições financeiras de montar uma equipe que garanta o acompanhamento dos atletas azulinos em tempo integral.

Caso um jogador sofra, por exemplo, um mal súbito cardíaco durante um treino da equipe, ele corre sérios riscos. Isso porque, nesses casos, segundo o clínico geral André Alho, o atleta precisaria de atendimento imediato. “Os primeiros socorros imediatos podem definir a sobrevivência do atleta”, diz, ressaltando os riscos de problemas cardiovasculares e de traumas importantes, que podem ser diminuídos com o acompanhamento médico regular e atendimento médico pré-hospitalar bem realizado.

O profissional da saúde acredita que a estrutura médica para o dia a dia dos treinamentos deveria contar com, no mínimo, um desfibrilador portátil a beira do campo e alguém capacitado para manuseá-lo. André afirma que o ideal seria haver ambulância equipada e equipe treinada em atendimento pré-hospitalar mesmo durante os treinos. “O que acontece no jogo que não pode acontecer no treino?”, questiona.

Na última quarta-feira, o atacante Valdanes sofreu uma grave lesão na perna direita, com fratura na tíbia e na fíbula. No momento do incidente, provocado após uma dividida de bola, não havia um médico acompanhando o treinamento. No estádio estava apenas o fisioterapeuta do Azulão, Gustavo Lacerda, que foi responsável por fazer o primeiro atendimento. O jogador só foi removido de campo após a chegada da ambulância do Samu, após 20 minutos.

O presidente licenciado do Águia, Sebastião Ferreira Neto admite que a estrutura do Departamento Médico do clube ainda não é a ideal, mas garante que a diretoria vem trabalhando para oferecer os melhores atendimentos aos atletas dentro dos limites financeiros. “Caso tivéssemos condições teríamos uma estrutura dentro de uma sede do clube, com profissionais trabalhando exclusivamente para nos atender com uma equipe médica formada, mas essa não é a nossa realidade”.

O cartola revela que o Águia conta atualmente com o trabalho voluntário de um médico ortopedista e paga pela prestação de serviço de um fisioterapeuta para acompanhar os treinos e os serviços de fisioterapia. Ele não soube precisar quais são os gastos com o DM, mas revela que empenha R$2.500 com a fisioterapia. A presença de médico nos dias dos treinos do Azulão depende da disponibilidade do profissional que colabora com a equipe. Ele acompanha a equipe nos jogos em casa e, às vezes, também segue com a delegação na viagens. Quando isso não acontece, o Águia contrata um médico no local do jogo, como acontecerá hoje, no jogo contra o Icasa, quando pagará R$300 pelo serviço, segundo Ferreirinha.

ESPERANDO O SAMU

Na última quarta-feira, o atacante Valdanes sofre uma grave lesão. No momento da contusão, não havia um médico acompanhando o treinamento. No estádio, só estava o fisioterapeuta Gustavo Lacerda, responsável por fazer o primeiro atendimento. O jogador só foi removido de campo após a chegada da ambulância do Samu, o que demorou 20 minutos.
(Diário do Pará)

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