Quando aportou no Baenão, no começo de março, a estreia do meio-campista Edu Chiquita era esperada com muita expectativa pela torcida azulina. No entanto, problemas médicos e a preferência do então treinador Flávio Lopes por outros atletas na posição, fez com que o paulista, de 35 anos, caísse no esquecimento, à beira de uma dispensa. Até a saída de Flávio Lopes e a chegada de Edson Gaúcho.
Hoje em dia, Chiquita não credita a má fase do passado a algum tipo de mau relacionamento com o ex-técnico. Prefere dizer que tudo não passava de uma simples opção e que, como jogador profissional, respeitava. “Quando eu cheguei aqui, o Flávio me relacionou para um jogo, mas, na sequência, eu tive algumas contusões e me recuperei, mas depois eu acho que foi opção do Flávio. Ele tinha jogadores com condições, principalmente física. Além disso, estávamos num momento decisivo. Eu não levo pro lado pessoal”, explica o jogador.
Mas foi a chegada de Edson Gaúcho que deu a ele a oportunidade de crescer no time, especialmente depois de amargar a reserva por um longo período. “Quando você joga se anima mais. Eu vinha fazendo bom treino com ele, mas sou realista em dizer que a chegada do Edson trouxe um ânimo e o meu futebol melhorou bastante”, comemora. Edu Chiquita entrou em campo no lugar de Ratinho, na estreia do técnico Edson Gaúcho, contra o Penarol (AM) e foi muito aplaudido. Desde então, permanece no time titular pelo futebol cadenciado e tranquilo.
Tanta confiança fez inclusive Edson Gaúcho dizer que o jogador estava “magrinho e mau alimentado por ter passado uma série de problemas de saúde”, disse. Ao saber, Chiquita sorriu, mas confirmou o problema. “Ficou essa história pelo fato deu estar abaixo do peso. O Flávio optava por outro jogador e eu cheguei abaixo do peso na reserva, mas quando o Edson chegou eu já estava melhor e bem alimentado”, esclarece.
Agora, o compromisso com o time é tanto, que até a esposa não vem muitas vezes a Belém visitá-lo. “Eu nasci em São Paulo, mas hoje moro em Salgueiro, Pernambuco. Minha mulher é de lá. Às vezes, ela vem, passa uns dias e volta para a família. Eu moro na concentração, mas quando ela chega, eu saio e depois retorno quando ela vai embora”, finaliza. (Diário do Pará)
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