Quantos jogadores de futebol conseguem chutar bem com as duas pernas? O canhoto Romário Rosano, aos três anos, começou a treinar chutes com a perna direita. Tudo sob a orientação do pai Luiz Jansen. Passado alguns anos, os treinos surtiram efeito. “Em setembro de 2009, durante aqueles treinamentos, em duas filas, de chutes em gol, o Romário, primeiro, ficou na fila da esquerda e chutou. Depois ele passou para a da direita e o treinador gritou: ‘Ei, Romário, o que estás fazendo na fila dos destros?”, relembra o pai.
A resposta foi a pontaria certeira com que o garoto chutou no gol. A partir daquele momento, ele passou a chamar atenção. “O diferencial dele é esse chute com as duas pernas. Hoje, você encontra poucos jogadores que chutam bem com as duas. Ele (Romário) tem praticamente a mesma técnica com as duas pernas”, garante Luiz.
Romarinho, como está sendo chamado, começou a treinar em escolinha de futebol aos seis anos, no Cruz Azul. Com o destaque, o pai Luiz resolveu levá-lo para trocar os gramados pelas quadras. Passou a treinar futsal sob a supervisão de Capitão, o mesmo treinador que ensinou os primeiros passes a Paulo Henrique Ganso, principal referência de Romarinho. “Gosto de assistir ele jogar. Ele tem bom passe e técnica. Ele me inspira muito”, conta o pequeno.
Já com 10 anos completos e atuando pelas duas laterais, Romarinho foi um dos destaques da Tuna no título paraense de futsal, em 2011. Medalha que ele exibe com orgulho. Em setembro, ele, junto ao time da Lusa, viaja para Santa Catarina para disputar a XI Super Copa Internacional de Futsal mirim, para brigar por mais uma medalha e um futuro promissor. “Quero que ele aproveite a oportunidade que eu não tive na idade dele: o apoio. Quero apoiar ele, para tudo dar certo. Se não der, sei que ele será um grande homem”, deseja o pai coruja. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar