Um descuido. Assim, que o técnico do Águia, João Galvão, avaliou a derrota de virada por 2 a 1 para o Icasa, em Juazeiro do Norte, interior do Ceará. “Foi natural. Começamos bem e, ali, no finalzinho do primeiro tempo, por um descuido nosso, eles viraram o jogo”, comentou o treinador, sem deixar de destacar a superioridade do seu time no segundo tempo. “Nos 45 minutos finais, eles (Icasa) chutaram praticamente uma vez em gol. Mas, futebol é isso”, conformou-se João Galvão, em conversa por telefone com a reportagem, em plena viagem de volta a Marabá.
No momento da ligação, às 16:51, a delegação aguiana se encontrava no Aeroporto Internacional de Recife esperando avião para conexão até Brasília e, de lá, retornar para casa. “Se nenhum voo atrasar, devemos chegar em Marabá lá pelas 11 horas da noite (de ontem)”, previa o técnico. Mas, para o comandante do Azulão, pior que a viagem, foram os desfalques que surgiram após o jogo de domingo: quatro no total. Dois até mesmo antes da bola rolar e dois durante o jogo.
MUITOS PROBLEMAS
A primeira vítima da bruxa do Zinho Oliveira foi o atacante Valdanes. A três dias da viagem para Juazeiro do Norte, durante um treino, Valdanes se chocou fortemente com o zagueiro Roberto e faturou a tíbia e fíbula. Passará os próximos meses em recuperação e sem jogar futebol. Dois dias depois, o outro atacante, Wando, também se contundiu e ficou de fora da escalação. Como se não bastasse, ao longo da partida, mais duas baixas: no fim do primeiro tempo, o lateral-direito Ivonaldo deixou o campo de ambulância e, já no final, o terceiro atacante, Tiago Pereira, também se machucou.
“Com certeza, todos eles fizeram muita falta para gente ontem (domingo). Nosso time sentiu, caiu de rendimento e não conseguiu reagir”, analisa Galvão. Ainda segundo o treinador, os dois jogadores contundidos, Tiago e Ivonaldo, estão bem, mas passarão por uma avaliação mais apurada hoje. Já o atacante Vando, voltará os treinos normalmente essa semana. “É levantar a cabeça e já pensar no Guarani (de Sobral, próximo adversário): continuar fazendo o dever de casa e, sempre que puder, fazer um pontinho fora de casa”, confia.
(Diário do Pará)
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