Depois de dois amistosos e várias mudanças, finalmente o Remo volta a campo, às 20h30, no Baenão, contra o Atlético (AC) pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série D. Ontem, o técnico Edson Gaúcho comandou mais um treino tático na Toca do Leão para reforçar as instruções repassadas aos atletas, agora o time entra em concentração, não sem antes fazer um treino recreativo pela manhã, só em seguida descansa para a partida de logo mais.
De grande trunfo, o Leão Azul espera que o maior seja a torcida. Depois de dois amistosos amenos, esse é o momento de se reaproximar do Fenômeno Azul, muito atenta aos desdobramentos da chave azulina. No bolo do campeonato, Remo e Atlético estão empatados com seis pontos, mas o visitante tem um jogo a menos, e como se não bastasse, os demais – Vilhena (RO), Náutico (RR) e Penarol (AM) - estão na cola com três pontos cada.
Ou seja, uma vitória hoje significa assumir a liderança e se distanciar do ‘miolo’ formado no grupo A1. Ai entra o trabalho do linha-dura Edson Gaúcho. Como um autêntico chefe, tem coordenado o elenco azulino de perto. Ontem foi possível perceber a cobrança muito forte nas bolas paradas. As cobranças de falta e escanteios foram os mais refeitos, a cada erro de finalização, assim como os pênaltis.
Ao que tudo indica o técnico vai colocar o time mais ofensivo, tirou André de volante e colocou Edu Chiquita mais recuado, que cumpre também a função de ligar o meio ao ataque, assim, o Remo fica com um volante e três meias, enquanto as laterais seguem jogando em profundidade com a missão abastecer o ataque com cruzamentos e passes na área. E como vai jogar na frente, o goleiro Gustavo e os zagueiros Ávalos e Diego Barros terão trabalho redobrado, basta agora saber como o adversário vai se comportar em campo.
Ei, torcedor, faça a sua parte! Apoie!
Não bastasse a necessidade de vencer, o Remo precisa, acima de tudo, fazer as pazes com a torcida, cabisbaixa desde o Campeonato Paraense, perdido em cinco minutos para o Cametá. Na estreia da Série D, a derrota para o Vilhena aumentou o desânimo do torcedor e, agora, para tentar reverter a situação, os jogadores e a comissão técnica adotaram um discurso otimista.
“Para nós, é uma decisão. Tenho certeza de que vamos vencer e convencer. O time está indo no caminho certo, e espero que daqui a um tempo já tenhamos que jogar no Mangueirão, por causa da força da nossa torcida”, convoca o técnico remista. “Os atletas merecem esse voto de confiança, estão todos de parabéns pela dedicação com que treinam, isso mostra o respeito deles não só com o Clube do Remo, mas também com a torcida”, completa Edson Gaúcho.
A mesma visão é compartilhada por Diego Barros, um dos mais entusiasmados com a possibilidade de o público aparecer em peso, haja vista as várias experiências positivas diante do Fenômeno Azul e o status de “Xerife”, como ficou conhecido pela torcida. “Espero sempre o Baenão lotado. Poucos times têm uma torcida como essa, e o ambiente se torna favorável graças à presença do torcedor”, ressalta, explicando que, diante de um estádio lotado, os jogadores vão mostrar a evolução técnica cobrada pelo treinador.
(BOLA)
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