Como parte das medidas adotadas desde que chegou ao Baenão, o técnico do Remo, Edson Gaúcho, cumpriu mais uma das suas missões, na tentativa de organizar não só o futebol azulino, mas também exercitar o lado humano dos jogadores. Desta vez, o plantel inteiro foi levado ao Hemopa, no centro de Belém, para fazerem doação de sangue, num gesto, que segundo Gaúcho, “É uma demonstração de humanidade, pois outro dia, a situação pode se reverter e todos podem precisar de outras pessoas com a mesma boa vontade”, ressalta o técnico, que não doou sangue por ainda estar no prazo estabelecido pelo centro entre uma doação e outra.
Todos os jogadores foram incentivados a fazerem a doação, no entanto, alguns ficaram de fora por impedimento das regras, como é o caso do atacante Jayme, do meia Edu Chiquita, do volante Alan Peterson e do lateral esquerdo Alex Ruan. Os demais foram direto para a sala de doação, uns mais e outros menos receosos por ser a primeira vez, porém ao final prevaleceu o bom senso.
“É uma iniciativa muito boa, primeiramente para ajudar as pessoas que precisam. Tive essa experiência com a minha mãe, eu poderia ter doado sangue para ela,mas não deu tempo e ela veio a falecer, por isso apoio a ideia porque muitas pessoas precisam de verdade”, revela o goleiro Gustavo, citando um triste episódio envolvendo a genitora, já falecida.
Além da doação, os atletas também entraram num sistema de pagamentos de cesta básica em casos de atraso aos treinos. Essas medidas, segundo o volante Jhonnatan, trazem ao clube uma união forte que ultrapassa as quatro linhas. “O grupo todo acha gratificante. Sabemos que essa atitude pode salvar vidas, e isso nos mantém próximos. Atitudes como essa fortalecem a nossa equipe e isso pode refletir positivamente até dentro de campo”, completa.
(Diário do Pará)
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