O que ainda estava meio que nebuloso sobre quem seria o goleiro reserva do Paysandu na partida contra o Águia de Marabá, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro da Série C, se seria o jovem Paulo Eduardo, que vinha treinando na equipe, ou se seria o experiente e já aposentado Ronaldo. Mas no treino realizado na manhã de ontem no Estádio Mangueirão, a resposta apareceu. Ronaldo pegou a sua luva que estava no baú com as relíquias e recordações de sua carreira no futebol, deu uma espanada para tirar a poeira e treinou forte com o grupo.
Mesmo com este retorno à ativa, Ronaldo faz questão de ressaltar que ele só está voltando a vestir o uniforme de jogo por uma necessidade emergencial que o elenco passa e assim que um novo goleiro for contratado ele retornará para a sua função de preparador de goleiros. “Eu parei. Foi uma decisão que eu tomei. Como aconteceu toda essa situação de nossos dois goleiros, que se machucaram e passaram por cirurgia, e estamos apenas com o Dalton, foi uma possibilidade que o professor viu (Roberval Davino) e me deixou de sobreaviso, já que estou inscrito no campeonato”, explica.
A condição para que Ronaldo assumisse a camisa 12 do time se deve porque os goleiros reservas são das categorias de base e por isso não teriam, ainda, a experiência necessária para que assumissem a responsabilidade de defender o profissional em alguma outra eventualidade. “Na verdade, é que os meninos não estão inscritos no campeonato. Mas tanto o Paulo Eduardo, como o Rafael e o Marcus Vinícius estão trabalhando há bastante tempo com a gente, são goleiros de qualidade. É uma avaliação do professor, se deve inscrever os meninos, ou não, na competição”, completa.
(BOLA)
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