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ESPORTE PARÁ

Paysandu tinha heróis e talismã na conquista

Resgatando as lembranças daquele time do Paysandu que disputou a Copa dos Campeões em 2002, uma constatação: o time bicolor era uma equipe forte e formada por grandes atletas paraense, como o zagueiro Sérgio, os volantes Rogerinho e Vanderson, os meias Jo

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Resgatando as lembranças daquele time do Paysandu que disputou a Copa dos Campeões em 2002, uma constatação: o time bicolor era uma equipe forte e formada por grandes atletas paraense, como o zagueiro Sérgio, os volantes Rogerinho e Vanderson, os meias Jobson e Vélber, além dos atacantes Albertinho e Zé Augusto. Eles formaram um elenco misturado com bons jogadores de fora, como Marcão, Marcus, Gino, Luís Fernando, Sandro Goiano, Lecheva, Jajá e Vandick. O centroavante, aliás, foi exemplo de superação desde sua chegada ao Papão, em 2011, até o jogo final contra o Cruzeiro (MG), em Fortaleza.

Antes de se tornar ídolo e um verdadeiro talismã bicolor, Vandick passou por uma provação. Indicado pelo técnico Givanildo Oliveira, o atacante de 36 anos, na época, chegou ao Paysandu para ser o homem gol da equipe nos Campeonatos Paraense e Brasileiro da Série B. Porém, o jogador não conseguiu realizar atuações convincentes e cogitou sair do clube ainda no estadual. “Tive um momento difícil na minha chegada. No Campeonato Paraense, eu realmente não consegui acertar. Cheguei até pensar ir embora”, revela Vandick. Entretanto, foi convencido pelo técnico para permanecer no clube e assim começou a mostrar que era artilheiro dos jogos decisivos. Primeiro foi no quadrangular final do Brasileiro Série B, marcando oito dos 16 gols do time.

E a marca de decisivo chegou à final da Copa dos Campeões de 2002. Após ter passado os principais clubes do país para chegar à final da taça, o Paysandu fui superado pelo Cruzeiro (MG) por 2 a 1 no primeiro jogo da decisão, no estádio do Mangueirão. Só que mais uma vez, Vandick provou que era predestinado, marcando três dos quatro gols bicolor na segunda partida, no Castelão, em Fortaleza, levando a partida para os pênaltis e, em seguida, o Papão conquistou o título da competição. “Primeiro, tivemos uma decepção, com o Mangueirão lotado perdemos o jogo. Mas não foi para um time qualquer, foi para um grande clube. A defesa do Cruzeiro naquele jogo era o Jefferson, Maicon, Cris e Luisão, jogadores de seleção brasileira, e Leandro, que brilhou no futebol brasileiro”, lembra. “Viajamos no dia seguinte, tínhamos confiança, tínhamos um grupo forte, mas sabíamos que seria difícil, que teríamos que superar. E conseguimos a superação. Foi um momento mágico não só do Paysandu, também do futebol do norte, com o inédito título e a vaga na Libertadores”, completa.

Voltamos a realidade: Papão quer pontuar fora

Em um momento totalmente diferente do vivido em 2002, o Paysandu tenta há cinco anos sair da Série C do Campeonato Brasileiro, mas sem sucesso. Na sexta temporada na terceira divisão nacional, o bicolor paraense alterna boas e más atuações na competição, mesmo assim, se a competição terminasse hoje, estaria classificado no Grupo A em quarto lugar, com oito pontos, e pega o lanterna Treze (PB), em Campina Grande, amanhã pela sexta rodada.
Entretanto, mesmo indo jogar no estádio Ernani Sátiro, o atual elenco alviazul precisa absorver a energia e glória das grandes conquistas do clube num passado recente e vencer o alvinegro paraibano fora de casa, pois o Galo da Borborema perdeu para Icasa (CE), Fortaleza (CE), Santa Cruz (PE) e Salgueiro (PE), concorrentes diretos do Paysandu por uma das quatro vagas à fase seguinte da Terceirona.
Ciente da atual situação vivida pelo clube paraibano, o goleiro Dalton entende que a partida não será fácil, porém sabe que jogando fora de casa, o Paysandu tem maiores chances de conseguir bons resultados, principalmente pelo motivo de que os adversários jogam mais abertos, assim, facilitando os contragolpes. “Analisando os jogos fora, a gente conseguiu mostrar um poderio de ataque muito mais fácil. Os clubes acabam deixando um pouco mais de espaço”, observa Dalton.

(Diário do Pará)

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