É uma casa pequena, na rua Antônio Barreto, ao lado de uma borracharia. Uma placa em madeira de mogno situa quem chega ao local: “Atelier do Douglas”. É de lá que o formato do principal símbolo do Clube do Remo está saindo. “É o senhor que está fazendo o novo escudo do Remo?”, pergunta a reportagem do Bola. “Sim, sou eu mesmo”, responde o artesão Douglas Silva, 56 anos. A forma em papel do escudo do clube azulino, com as mesmas medidas do original, no chão, confirma.
Na tarde de sexta-feira, quando a equipe do Bola passava pelo local, Douglas havia acabado de entregar a primeira parte da obra para Paulo Alves, o arquiteto que está responsável pelo reconstrução da frente do Estádio Evandro Almeida. “Ele já levou o escudo. Agora estou fazendo a forma do nome”, informava.
O trabalho já dura oito dias e tem previsão de pelo menos mais cinco dias de ofício. “Tem que rebaixar para colocar tudo em alto relevo. Essa forma é o molde que vai ficar lá. O meu trabalho é o pior porque não tenho como esculpir no cimento”, explica.
Enquanto cobria letra por letra, naturalmente, o artesão conta. “Estou fazendo isso porque sou remista”, diz. Há um mês, Paulo Alves decidiu que reconstruiria a fachada do Baenão depois de ficar sensibilizado por um pedido da própria filha, de sete anos de idade. A partir daí, o arquiteto correu atrás dos parceiros de trabalho. Douglas é um deles. “Todos os envolvidos são remistas, então todos ajudam como podem. Estou fazendo isso de graça”, confessa.
A previsão é que já no próximo dia 15 de agosto, data da reorganização do clube, o novo escudo do Leão já esteja no lugar de onde nunca deveria ter saído. “É uma obra que precisa voltar”, deseja Douglas.
(Diário do Pará)
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