Apesar de jovem, 19 anos, o meio campo Reis já sentiu várias vezes na pele a cobrança da torcida, da mídia e até mesmo na rua, mas prefere manter a serenidade, sem pensar em estrelismo. “Eu, sozinho, não posso jogar. Preciso do apoio de todos os companheiros. Todo mundo trabalha junto, mas como eu tive oportunidade, fui feliz em conseguir marcar os gols”, relembra.
No entanto, Reis admite que não é total humildade, principalmente quando acorda em dia inspirado. “Eu falei pros companheiros, ‘dá a bola em mim que hoje eu resolvo’, felizmente deu certo e deus me abençoou nas palavras”, confessa o meia, que mesmo retraído, não mede palavras para rebater as críticas. “Eu faço a minha parte, que é jogar futebol, e a torcida faz a dela, e o professor também tem a dele. Cada um tem sua opinião. Algumas pessoas acham que eu sou mascarado, isso tudo faz parte, só acho que você precisa conhecer a pessoa antes de falar alguma coisa e sair julgando”, rebate.
Os dois gols contra o Atlético-AC vieram em boa hora, justamente quando o clube se recupera na competição e assume a liderança. Sob o comando de Edson Gaúcho, em quatro jogos, o Leão Azul conseguiu três vitórias, sendo duas fora de casa e um empate, até hoje não digerido. “Isso não poderia ter acontecido, jogando dentro de casa empatamos. Eles tiveram oportunidade e fizeram, assim como conseguimos a vitória lá dentro”, pontua Reis.
Sobre o falado 1-2 feito com Fábio Oliveira e que terminou em gol, o meia lembra com carinho e admite que só fez com sucesso por causa da ajuda do companheiro mais experiente. “Trabalhamos bastante as situações dentro da área. Sei a característica do Fábio, que é segurar a bola e tem um bom passe. É uma referência e te traz tranquilidade jogar com ele”.
(BOLA)
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