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ESPORTE PARÁ

Edson Gaúcho queria próxima partida no Mangueirão

Não é segredo para ninguém que desde a chegada ao Baenão, o técnico Edson Gaúcho tem promovido uma série de mudanças na estrutura organizacional do clube, incluindo aí um pedido de reformas no estádio, pagamento de salários aos funcionários e outras benes

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Não é segredo para ninguém que desde a chegada ao Baenão, o técnico Edson Gaúcho tem promovido uma série de mudanças na estrutura organizacional do clube, incluindo aí um pedido de reformas no estádio, pagamento de salários aos funcionários e outras benesses que, segundo o próprio professor, estava atrasando o clube por falta de empenho. E como tem feito sempre que está insatisfeito, Gaúcho não gostou muito da ideia de jogar no Evandro Almeida.

“Você jogar no Mangueirão e jogar no Baenão existe uma grande diferença. Primeiro, a comodidade pro torcedor. Segundo, o clube precisa agora do quê? Uma grande vitória e de dinheiro, e lá (no Mangueirão) tem todas essas condições. Se eu não confiar na minha equipe pra colocar pressão, aí fica difícil”, desabafa o treinador, explicando que o pedido foi feito justamente por entender os benefícios diretos ao clube, tanto no lado financeiro, como na vitrine que o jogo traria ao Leão Azul.

“Nós fizemos o pedido, infelizmente não deu, mas é isso, não vamos reclamar. Sabemos do potencial da equipe e um jogo desses poderia ser muito útil para todos. Pagar uma parte das dívidas, e agora o clube vai continuar com o pincel pendurado. Se eu não tivesse pedido era uma coisa, mas pedimos e infelizmente não deu”, lamenta.

No entanto, no bolo do desabafo, sobrou principalmente para quem recusou a solicitação azulina. “Eu tenho certeza que se fosse outra equipe, do sul do país, ela seria atendida. Eu penso também que foi um pouco de má vontade, porque a polícia fez o documento, a federação fez o documento. Se acontecer alguma coisa a culpa é de quem? É da CBF, claro! Porque todo mundo quer vir assistir o jogo e aqui não tem essa facilidade de público. É um jogo de risco onde a torcida vem em peso”, alerta Gaúcho.

Empenho pela classificação será o mesmo

A notícia da recusa da CBF em transferir o jogo para o Mangueirão não deixou somente o técnico aborrecido. A maioria dos jogadores também admite a preferência pelo Estádio Olímpico, ainda mais se levarmos em consideração a campanha de 2005, no qual quase todos os jogos do Remo foram no Olímpico e, na época, o Remo alcançou a maior média de público das três divisões: A, B e C.

Entretanto, entre os jogadores as críticas não possuem o mesmo tom carregado do técnico, mas deu para perceber que uma partida como a de domingo, seria um evento importante para o clube e, sendo assim, facilmente mais de 30 mil pessoas poderiam prestigiar o Leão, que caminha bem rumo à classificação.

“O grupo fica um pouco chateado porque aqui cabem 12 mil pessoas, enquanto no Mangueirão pega 40 mil. Eu acho que, independente do campo, a gente está buscando a classificação e sabemos a nossa responsabilidade. Seja aqui ou lá, vamos atrás da vitória”, acredita Ratinho, o artilheiro do time na Série D, com quatro gols. “Para os jogadores tanto faz, o esforço pela vitória será o mesmo”, opina Jhonnatan.

(BOLA)

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