Com 10 pontos no grupo A1 do Campeonato Brasileiro da Série D, o Remo tem a oportunidade de se isolar cada vez mais na ponta da tabela e praticamente selar a classificação. No entanto, para tal missão, de acordo com o treinador remista, a força de vontade e o foco na vitória podem esbarrar na falta de articulação do time, caso as orientações feitas durante a semana não sejam absorvidas completamente pelos jogadores.
Segundo Gaúcho, o retrospecto ofensivo do Remo tem sido muito irregular, tudo porque a grande maioria das jogadas do time começam pela lateral direita, mais precisamente pelos pés de Dida e raramente alcançam a outra lateral do gramado, deixando então um espaço ocioso, porém propício aos ataques, haja vista que nem sempre a correria pela direita consegue alcançar efetivamente um jogador de área.
“Tem que trabalhar a bola, balancear o adversário pela esquerda, pela direita, mas isso não vinha acontecendo. Eles trabalham excessivamente pela direita. Nós passamos 70 minutos pelo lado direito e 30 pelo esquerdo. Os laterais esquerdos têm que aparecer mais para o jogo. Foi uma das coisas que eu conversei com o Aldivan”, reitera o técnico sobre o atleta, substituto de Paulinho, que sai justamente pela dificuldade de chamar o jogo e auxiliar na marcação.
Pelo visto, essa regra não recai somente na ala esquerda, na verdade se trata de uma exigência como um todo, comprova o discurso de qualquer jogador quando perguntando sobre a posição tática em campo. “Ele (Gaúcho) tem conversado muito sobre o posicionamento. Ele entende que futebol é cheio de detalhes, e se você deixar passar apenas um, pode levar um gol e desestabilizar totalmente o time”, observa o goleiro Gustavo.
Igor João tem potencial, mas precisa evoluir, avisa Gaúcho
Na esteira das contratações, o Remo ainda tem deficiência no setor defensivo, que engloba, além dos zagueiros, os volantes, posicionados mais na frente, e os laterais. Problema admitido inclusive pelo técnico, que já sinalizou a contratação de mais reforços para tentar diminuir o saldo de gols contra, até agora em 11 tentos, um dos maiores do grupo, em contraste com a liderança e o melhor ataque, com 13 gols.
Durante a semana, a expectativa girava em torno da entrada do zagueiro Igor João, em substituição, pelo menos a título de teste, a Diego Barros ou Ávalos, que na última partida falhou em uma dividida com o atacante do Atlético (AC) e, na sequência, terminou em pênalti e gol para o Galo Carijó.
Mesmo assim, o técnico Edson Gaúcho manteve o garoto na reserva do próximo jogo, mas não descartou colocá-lo na partida.
“Todo atleta que está aí, independente de idade e posição, tem oportunidade. Eu já falei que o Igor é um garoto que tem que aprender a se posicionar, melhorar o fundamento. Ele tem força, estatura, é jovem e tem vontade de vencer, mas é lógico que tem que aprender algumas coisas pra chegar de vez no profissional”, explica o técnico.
Gaúcho, apesar das ressalvas, enxerga no jovem de 19 anos uma grande promessa, mas que precisa ser trabalhada para não cair em um erro comum entre jogadores mais veteranos. “Eu não culpo o garoto. Tem atleta de 28/29 anos experiente e que não sabe isso.
Então, não é culpa dele, mas sim de quem o trabalhou e faz a base dele”, encerra.
(BOLA)
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