Está tudo preparado para o jogo de logo mais, às 16 horas, no Estádio Evandro Almeida, o Baenão, entre Remo e Náutico (RR), válido pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série D. O time do técnico Edson Gaúcho entra em campo pela sexta vez e com a sexta formação diferente, a quinta sob o comando do técnico. Atualmente, o Remo ocupa a ponta da tabela com 10 pontos, quatro a mais do que o adversário, este que é apenas o lanterna do grupo A1. Mesmo assim, a posição inversa na tabela não significa vida fácil para os jogadores, na Toca do Leão.
A base do time permanece a mesma que venceu o Atlético (AC), no sábado passado, na Arena da Floresta, em Rio Branco, no Acre, exceto pela entrada de Laionel no meio campo, que entra com a missão de redobrar a ofensividade do time, ao mesmo tempo em que auxilia na marcação, uma característica pouco explorada pelo antecessor Edu Chiquita. E como precisa diminuir o número de gols levados, a estratégia de Edson Gaúcho será essa.
Para tanto, o técnico azulino não espera somente dos seus comandados, pois tem pela frente o, teoricamente, pior time do grupo, mas ainda com chances reais de classificação. É nesse desespero que o Remo não pode cair. Na estreia, quando tudo e todos eram iguais, o Leão Azul, por falta de afinidade com o modesto Vilhena, acabou pagando caro pela derrota, a maior responsável pela vinda de Gaúcho.
Se o Náutico tem Djalma e Robemar no ataque, o Remo tem Fábio Oliveira e Ratinho, este último artilheiro do time, com quatro gols. No entanto, o Remo, teve, até o jogo passado, um sistema defensivo fragilizado, que insistia em tomar muitos gols, ao todo 11, que só perde para o rival de logo mais, com 15. Enfim, não é o jogo do campeonato, mas vale a chance do Leão Azul ficar mais perto da classificação, sem precisar fazer cálculos e mais cálculos lá na frente.
LAIONEL
Meio-campista foi escalado por ter como características a velocida e a marcação
Se amarelar, complica, esquadrão azulino!
A começar pela defesa, o time do Remo precisa tomar cuidado com o número de cartões, que até agora não prejudicou. Mas a situação deixa o Leão na iminência de, a qualquer momento, sofrer uma baixa. Se isso acontecer, não restará ao treinador outra coisa a não ser ‘experimentar’, como tem feito desde o dia em que pisou no gramado azulino.
Ao todo, são nove peças importantes que têm ao menos um cartão amarelo. O setor que mais assusta é o meio-campo. Somando todos os jogadores, são sete cartões, sendo dois para André, Jhonnatan e Reis. Completam a lista o goleiro Gustavo, os zagueiros Ávalos e Diego Barros, o lateral direito Dida e o atacante Fábio Oliveira, todos com um cartão. Sem contar os reservas Edinho, Marcelo Maciel e Paulinho, com um amarelo para cada.
Agora, no entendimento do técnico Edson Gaúcho, tanta sede no adversário não chega a ser um grande problema, isto se os jogadores tiverem a consciência de quão perto estão da próxima fase. “Nós temos essa quantidade de cartões, mas entendo que os jogadores também estão conscientes que um deslize pode ser prejudicial. Faltam três partidas para zerar os cartões, mas, se for preciso, nós temos as opções para colocar no lugar”, comenta Gaúcho, explicando que, caso o Remo se classifique, todos os cartões são zerados automaticamente na fase do mata-mata.
E mesmo sabendo dos cuidados a tomar, Gaúcho nem pensa em diminuir a pegada, por isso entende que a entrada de Laionel será benéfica, pois ao mesmo tempo em que o estreante ataca, é capaz de voltar junto aos volantes. “Eu escalei o Laionel, porque acredito no futebol dele. É um jogador de velocidade e marcação. E o nosso time vai para cima. Temos a humildade de respeitar o adversário, mas a ordem hoje é sair de campo com a vitória”, sentencia o técnico.
(BOLA)
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