A grande notícia da semana, na Curuzu, foi o acerto com o técnico Givanildo Oliveira para comandar o Paysandu no restante do Campeonato Brasileiro da Série C. A negociação para o retorno de Giva ao Leônidas Castro aconteceu de forma imediata à derrota sofrida para o Treze (PB), por 1 a 0, em Campina Grande.
Na ocasião, o presidente alviazul, Luiz Omar Pinheiro, ainda estava na cidade paraibana, quando fez o primeiro contato com Givanildo, que confidenciou ao mandatário bicolor que só conversaria sobre assumir o Papão na Terceira Divisão se Roberval Davino já não estivesse no controle do clube. Assim, logo quando pisou em solo paraense, Davino foi demitido e Giva foi contratado.
Sem nenhuma dúvida, Givanildo Oliveira é o treinador que tem a história mais brilhante no comando do Paysandu em todos os tempos. Porém, o questionamento é o seguinte: “Depois de ganhar quase tudo com o Papão até 2002, qual é o atual momento do técnico pernambucano recém contratado para comandar o Paysandu novamente?”.
Depois de tantas de idas e vindas no futebol paraense, o novo treinador bicolor continuou realizando uma série de trabalhos em clubes que disputavam a Série B do Brasileiro, principalmente equipes do Nordeste do país, como Sport (PE), Santa Cruz (PE) e Vitória (BA), com passagens também no América (MG), Ponte Preta (SP), Mogi Mirim (SP), Vila Nova (GO) e Atlético (GO). Nesta trajetória, Giva conquistou dois Campeonatos Pernambucanos, em 2005 com o Santa Cruz e 2010 com Sport; um Campeonato Baiano, com o Vitória, em 2007; e ainda um Nacional da Série C em 2007, com o América (MG). Além desses títulos, Givanildo é conhecido como o “Rei do Acesso”. Ao longo da carreira, conseguiu subir quatro equipes da Série B para a Série A - América Mineiro (1997), Paysandu (2001), Santa Cruz (2005) e Sport (2006) – e subir o América Mineiro da Série C para B.
Para chegar ao Papão, Givanildo Oliveira foi demitido do Coelho mineiro na rodada do final de semana passada, quando perdeu para o ASA (AL). Na equipe mineira, o treinador chegou em 2011 com a missão de evitar o rebaixamento para a Segunda Divisão, entretanto não conseguiu. Mesmo assim, ganhou o voto de confiança da diretoria alviverde e permaneceu no time para a Série B, e vinha desempenhando um bom papel até as últimas quatro rodadas, quando engatou uma série sem vitórias e foi dispensado.
(BOLA)
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