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ESPORTE PARÁ

Remo perde de forma vergonhosa em Itacoatiara

O Clube do Remo foi até Itacoatiara, enfrentar o Penarol (AM), pela nona rodada do Campeonato Brasileiro da Série D, e acabou saindo com derrota de 4 a 1 para os donos da casa. Com um futebol irreconhecível, talvez pela quantidade de mudanças no time, o L

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O Clube do Remo foi até Itacoatiara, enfrentar o Penarol (AM), pela nona rodada do Campeonato Brasileiro da Série D, e acabou saindo com derrota de 4 a 1 para os donos da casa. Com um futebol irreconhecível, talvez pela quantidade de mudanças no time, o Leão Azul não conseguiu manter a sequência de resultados positivos e caiu pela primeira vez sob o comando de Edson Gaúcho.

A princípio, o Remo entrou em campo apático, com a marcação fragilizada e o meio campo incapaz de criar boas oportunidades para o ataque. Enquanto isso, o Penarol soube aproveitar as brechas para envolver os remistas, principalmente pela esquerda, com Fininho. Mesmo assim, foram os visitantes que abriram o placar, com o artilheiro Ratinho chutando forte de fora da área, aos 11 minutos do primeiro tempo.

Na sequência o time azulino apagou. O zagueiro Marcelão, que fazia sua estreia, ficou nervoso e repassou a responsabilidade quase total para Diego Barros, que passou a correr desnecessariamente, forçando todo time a ajudar na marcação, haja vista também a colaboração negativa de Márcio Tinga, mais uma vez apagado em campo. Somando o nervosismo do zagueiro com a ausência do volante, todo sistema tático do clube ficou alterado, enquanto o Penarol produzia cada vez mais.

Não durou muito para acontecer o previsível. Aos 16 minutos, Marinelson, que já vinha preocupando a defesa azulina, avançou pela esquerda e tocou no jeito para Kitó empatar, num chute cruzado sem chance para Gustavo, Remo 1 a 1. O desespero era tão visível, que Edson Gaúcho queimou a primeira substituição ainda aos 30 minutos do primeiro tempo, tirou Márcio Tinga do meio e colocou Igor João, aumentando a proteção na zaga, tudo para não tomar gols.

Se o primeiro tempo foi ruim, o segundo foi uma tragédia. Enquanto ensaiava reação, o Penarol se guardou na zaga. Gaúcho então tirou Fábio Oliveira, Edu Chiquita e colocou Marcelo Maciel e Mendes, mas não surtiu nenhum efeito. O Penarol virou aos 2 minutos com Fininho, ampliou aos 39 com Marinho e fechou o caixão azulino aos 45, com Marinelson. Penarol 4 x 1 Remo.

Para Gaúcho, equipe tomou porrada

Nem toda euforia pré-jogo pode influenciar na pior apresentação do Remo, desde que Edson Gaúcho assumiu o comando do time. Para quem pensava que poderia surpreender, tomar de 4 a 1 parece não ter sido o pior dos problemas, haja vista que ao final do jogo, vários titulares minimizaram a derrota, sem explicar o motivo do apagão, já pulando para o próximo jogo.

“É muito difícil explicar, uma partida dessas que precisamos esquecer. Não rendemos como gostaríamos, nunca vi o nosso time jogar tão mal como hoje”, avalia o lateral direito Dida, que, ao contrário do retrospecto, pouco apareceu no jogo, tão pouco quanto Paulinho. Além de administrar a derrota e a pressão da próxima partida, o Remo vai precisar, mais do que nunca, se preparar após a suspensão automática de Diego Barros, Reis e Jhonnatan, com três cartões amarelos.

“No primeiro tempo conseguimos o empate, mas no segundo o time deles foi superior. Vamos pensar agora no próximo jogo que agora é mais importante”, lamenta Reis. “Passamos vergonha, não tem o que falar. Contra o Vilhena agora vamos resolver a nossa vida”, pontua Diego Barros.

Ao final, apesar de não engolir a derrota, o técnico Edson Gaúcho foi o único a puxar a responsabilidade direta pela derrota. “A nossa marcação não exigiu nada, ficamos marcando com o olho. Não fomos competentes. Começamos bem, fizemos o primeiro gol, mas ai começamos a errar. Ainda procurei fazer algumas mudanças, mas não ganhamos nenhuma bola, abrimos um buraco no meio e eles souberam aproveitar, infelizmente”, justifica Gaúcho, dando o tapa final em seguida. “As vezes é preciso tomar uma porrada dessas pra aprender a respeitar o adversário”, completa.

Defesa voltou a mostrar fragilidade

Nem os incansáveis trabalhos táticos do técnico Edson Gaúcho foram suficientes para evitar o nervosismo da defesa azulina. As três alterações promovidas pelo comandante não conseguiram evitar a brecha enorme causada pela furiosa ponta esquerda do Penarol, representada por Marinelson, que forçou ainda no primeiro tempo a substituição de Márcio Tinga por Igor João, deixando o time mais defensivo, com três zagueiros.

O estreante Marcelão não esteve à vontade. Um tanto nervoso, o atleta não apresentou eficiência na marcação, e acabou jogando a responsabilidade maior para Diego Barros, que passou a correr demasiadamente por toda defesa. E como já tinha em mente, o Edson Gaúcho percebeu a dificuldade dos jogadores em trabalhar com o gramado reduzido do estádio Floro de Mendonça, e preferiu cadenciar as jogadas pelo meio, mantendo Edu Chiquita ao lado de Reis, no entanto, os dois volantes, Tinga e Jhonnatan não conseguiram cobrir a zaga e constantemente o Remo era envolvido com jogadas de ataque pela esquerda.

Sem alternativa, o ataque ficou ocioso. Fábio Oliveira começou a voltar para auxiliar na marcação e Ratinho pouco pegava na bola, exceto quando descia ao meio campo. “Infelizmente aconteceu, levamos quatro gols, mesmo saindo na frente. Agora vamos pensar na próxima partida”, comenta Jhonnatan.

(Diário do Pará)

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