Na mitologia grega, a Fênix é uma ave que quando morre entra em autocombustão e, passado algum tempo, renasce das próprias cinzas. No futebol paraense, a ave Fênix vem de Marabá. Há exatos sete dias após “morrer” em Lucas do Rio Verde (MT), após uma goleada de 5 a 1, o Águia de Marabá renasceu sábado (19) no seu próprio ninho: jogando no Zinho de Oliveira contra o Treze (PB), a ave azul de Marabá devolveu o mesmo placar de 5 a 1. Com o resultado, a fênix marabaense voltou ao G-4.
Apesar de começar bem e sair na frente do placar em uma cobrança de pênalti de Flamel, até os 43 minutos do primeiro tempo, o Azulão jogou pressionado pelo fato de empatar parcialmente com os paraibanos. Até que antes de a primeira etapa encerrar, depois de algumas insistências dos marabaenses, o atacante Branco arrancou com a redonda, entrou na área e chutou forte no rumo de Wando, o seu companheiro de ataque, que só fez desviar a redonda para o fundo da rede.
Para o segundo tempo, o Águia queria mais. O atacante Branco, muito mais. Em um espaço de dois minutos, dois gols relâmpagos de Branco: aos 12 minutos, depois de troca de passes, a bola sobrou para ele chutar forte; aos 14, o artilheiro recebeu na entrada da área e não perdoou novamente. A essa altura, o placar já marcava 4 a 1. Sem demonstrar poder de reação, a vitória dos donos de casa já estava escrita. Mas, o técnico João Galvão parecia ainda não satisfeito. Colocou mais um ataque, Peri e dois meias, Diego Biro e Juliano, com o dever de aumentar ainda mais a goleada. A intenção de Galvão era tirar a diferença no saldo de gol sofrido na última rodada. Demorou, mas deu certo: aos 47 minutos, no último lance do jogo, Juliano fechou o placar com um golaço de fora da área. Renascendo das cinzas...
(BOLA)
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