A derrota para o Penarol, no último domingo, acendeu o alerta vermelho no Baenão. Tudo porque, agora, depois de várias mudanças na tabela da Série D, o Clube do Remo, inconscientemente, acabou no meio do fogo cruzado. E, se dormir do ponto, pode ser prejudicado pelo famoso jogo de comadres, entre Atlético (AC) e Vilhena (RO), que jogam no dia 29, três dias após o término oficial da primeira fase.
No entanto, a questão parece mais uma medida preventiva, haja vista que o Clube do Remo depende somente de si para garantir a vaga no mata-mata. Mas a diretoria entendeu que, em caso de empate ou derrota no domingo, Atlético e Vilhena poderiam combinar um resultado para classificar as duas equipes e deixar o Leão Azul de fora do mata-mata.
Sendo assim foi encaminhado, via Federação Paraense de Futebol, um documento para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), solicitando que o jogo entre Vilhena e Atlético, originalmente marcado para a sexta rodada, seja adiantado para antes do dia 26, quando o Remo enfrenta o Vilhena, evitando um possível acordo entre as equipes.
“O Remo nos encaminhou o documento na segunda-feira, por volta das 16 horas e eu encaminhei para a CBF, que está consciente do erro causado pela realização tardia de um jogo programado para algumas rodadas antes”, disse Antônio Carlos Nunes, presidente da FPF, em entrevista para uma rádio da cidade.
Já a CBF, contudo, alegou impossibilidade de alterar a logística dos jogos, mesmo indo de contra o regulamento da competição, dizendo ainda que “O Clube do Remo iria ganhar no domingo e não precisaria de tal recurso”, num tom bastante “camarada” e confiante na vitória azulina.
Crise no Baenão? Aqui não, fera!
O clima tenso que circunda os corredores da Toca do Leão parece não ter abatido os jogadores. Alheios à toda especulação em torno da dispensa de companheiros ou mesmo do próprio técnico, o momento, segundo eles, não requer nervosismo em relação ao próximo compromisso.
“Não existe racha. Existe uma união muito grande, uma cobrança, onde a gente sabe que o melhor da equipe é rumo a classificação.
Ninguém mais do que a gente mesmo acredita tanto na nossa qualidade e do técnico Edson Gaúcho pra chegar na Série C. É importante que se mantenha essa família que existe hoje no Baenão”, garante o zagueiro Diego Barros, prestes a completar a partida de número 100 com a camisa azul marinho. “Infelizmente só poderei fazer no primeiro mata-mata”, completa, por causa da suspensão automática, devido ter tomado o terceiro cartão amarelo.
Então, se um veterano, acostumado a crises e bons momentos no Clube do Remo está confiante, o que dizer de um recém-chegado em meio aos momentos decisivos? “O clima está bom, os jogadores, a comissão, não tem motivo para estar ruim. Como eu disse, se estivéssemos dependendo de outros resultados, talvez fosse diferente, mas não é essa a nossa realidade, então todos estão muito unidos nesse objetivo”, essa é a resposta do volante Rudiero, cotado para fazer a estreia no domingo.
(BOLA)
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